Seis comarcas vão ter em abril gabinetes de atendimento a vítimas de violência doméstica ou de género

Os gabinetes de atendimento vão ser criados ao abrigo de protocolos assinados entre Governo, Procuradoria-Geral da República e três organizações não-governamentais.

Seis comarcas vão ter em abril gabinetes de atendimento a vítimas de violência doméstica ou de género

Seis comarcas vão ter em abril gabinetes de atendimento a vítimas de violência doméstica ou de género

Os gabinetes de atendimento vão ser criados ao abrigo de protocolos assinados entre Governo, Procuradoria-Geral da República e três organizações não-governamentais.

Lisboa, 07 mar (Lusa) – Seis comarcas vão ter, a partir de abril, gabinetes de atendimento a vítimas de violência doméstica ou de género, ao abrigo de protocolos assinados hoje em Lisboa entre Governo, Procuradoria-Geral da República (PGR) e três organizações não-governamentais.

Os gabinetes vão ser criados nos Departamentos de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Braga, Aveiro, Coimbra, Lisboa-Oeste, Lisboa-Norte e Faro e começam a funcionar em abril, de acordo com informação prestada à Lusa pela assessoria de imprensa do Ministério da Justiça.

As seis comarcas correspondem a zonas do país com “maior número” de casos de violência doméstica ou de género, segundo uma nota à comunicação social distribuída aos jornalistas na assinatura dos quatro protocolos que criam os gabinetes de atendimento.

Nestes gabinetes serão atendidas as vítimas de crimes de violência doméstica ou de género “cujos inquéritos sejam tramitados nos respetivos DIAP” e neles trabalhará uma equipa constituída por técnicos e membros de organizações de apoio à vítima e funcionários de justiça.

Além do atendimento, os gabinetes farão o “encaminhamento personalizado” das vítimas visando a sua proteção.

No âmbito da cooperação entre Governo, PGR e organizações não-governamentais de apoio à vítima está prevista a formação especializada de magistrados e funcionários dos seis DIAP na “avaliação e gestão do risco e intervenção com vítimas em situação de especial vulnerabilidade”.

Os protocolos foram assinados pela ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, procuradora-geral da República, Lucília Gago, e por dirigentes da Associação de Mulheres Contra a Violência, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima e da União de Mulheres Alternativa e Resposta.

ER // JPS

By Impala News / Lusa

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