Minipreço retira sapo usado para afastar ciganos e «lamenta profundamente»

As pessoas de etnia cigana associam sapos a mau agoiro

Minipreço retira sapo usado para afastar ciganos e «lamenta profundamente»

O supermercado Minipreço em Várzeas, Leiria, tinha um sapo de loiça à entrada que terá sido colocado para afastar ciganos. Segundo o Público, que avança a notícia, a direção de relações externas da DIA (grupo que detém o Minipreço) já tomou conhecimento do caso, retirou a figura da loja e pediu desculpa.

Sapo associado a mau agoiro

O Minipreço disse, à mesma publicação, «lamentar profundamente». A presença de sapos de cerâmica em locais é utilizado para afastar pessoas de etnia cigana que, segundo as suas superstições, consideram a aparição destas figuras como um mau agoiro.

«Todas as questões que envolvam algum acto discriminatório, persecutório ou que afectem pessoas, crenças ou religiões são condenadas e proibidas pelo código de conduta» do grupo, que diz reger-se por princípios de «não-discriminação étnica, política, religiosa e cultural», frisa a direção de relações externas da DIA, em declarações ao jornal.

Minipreço desencadeia mecanismos de alerta

«Ao mesmo tempo desencadeámos os nossos mecanismos internos de alerta e prevenção para que situações similares não se repitam em qualquer uma das nossas mais de 530 lojas em território nacional, ainda que não tenhamos conhecimento de qualquer situação análoga.»

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