Sandra Felgueiras acusa polícias de lhe mentirem sobre o desaparecimento de Maddie

A série documental sobre o desaparecimento de Maddie McCann consiste sobretudo em informações e depoimentos recolhidos em Portugal

O documentário está disponível na Netflix esta sexta-feira e consiste em oito partes, de cerca de uma hora cada uma,  adianta o jornal britânico The Guardian. A série documental consiste sobretudo em informações e depoimentos recolhidos em Portugal e vai contar com entrevistas a personalidades como a jornalista Sandra Felgueiras e Gonçalo Amaral,  antigo coordenador da Polícia Judiciária de Portimão e primeiro coordenador operacional da investigação. São entrevistados também os jornalistas Anthony Summers e Robbyn Swan.

Sandra Felgueiras afirma – como se pode ver no vídeo – que a Polícia lhe mentiu. «Aqueles polícias mentiram-me», afirma a jornalista da RTP que acompanhou o caso.

Quase doze anos depois, ainda não é conhecido o destino da criança, que, na altura do desaparecimento, tinha apenas três anos.

 

Maddie desapareceu em 2007, na praia da Luz, no Algarve, Portugal. O Desaparecimento de Madeleine McCann que tem estreia marcada para 15 de março, defende a possibilidade de a menina britânica estar viva depois de ter sido sequestrada por um grupo ligado ao tráfico de pessoas.

David Edgar, um detective da Scotland Yard, que já fez parte da equipa de investigação, acredita que a menina foi raptada por um grupo de pedófilos: «O mais provável é que ela esteja presa, possivelmente numa cave ou masmorra, podendo aparecer a qualquer altura».

O documentário conta com a participação de 40 especialistas. Além dos depoimentos destes, o documentário tem uma mensagem de esperança com as autoridades a afirmarem que este caso ainda vai ser resolvido. «Eu acredito piamente que ainda se vai descobrir o que aconteceu a Madeleine McCann», afirma Jim Gamble, polícia especialista em proteção de crianças e que esteve envolvido na primeira investigação deste caso, citado pelo jornal britânico.

Este projeto levou cerca de dois anos a ser concretizado e refere ainda que a menina britânica pode ter sido mantida viva pelos traficantes porque, uma vez que vem de uma família de classe média, pode ser financeiramente mais valiosa. «Geralmente, eles procuram crianças de classes mais baixas, de países de terceiro mundo. Esse é o maior ‘fornecedor’ destes gangues», esclarece Julian Peribanez, o investigador privado contratado pelos pais McCann.

As teses de Gonçalo Amaral

Gonçalo Amaral, antigo coordenador da Polícia Judiciária de Portimão e primeiro coordenador operacional da investigação, defende que nunca foram seguidas todas as pistas e que a menina britânica morreu na noite do seu desaparecimento. No livro Maddie – a verdade da mentira, sustenta que a criança inglesa morreu no apartamento onde passava férias com os pais, que diz serem suspeitos de ocultar o cadáver depois de um «trágico acidente»

Uma das teorias que este admite é a de que o corpo da menina possa ter sido escondido dentro de um caixão. Neste já se encontrava uma cidadã britânica e terá sido cremado juntamente com ela  num funeral em Ferreira do Alentejo.

Numa outra teoria, considera que o corpo pode ter sido congelado antes de alguém se ter desfeito dele.

Gonçalo Amaral foi afastado do processo ainda durante a investigação.

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