Salário dos políticos portugueses é o que mais sobe em Portugal

Salário dos políticos portugueses é o que mais sobe em Portugal

O salário médio líquido dos «representantes do poder legislativo e de órgãos executivos, diretores e gestores executivos» é o que mais sobe em Portugal.

Um inquérito realizado pelo INE e divulgado ontem mostra que o salário dos políticos portugueses é dos que mais sobre em Portugal.

O crescimento salarial na classe dos representantes do poder legislativo está relacionado com dois fatores. O descongelamento de todas as carreiras da administração pública que vem permitir alterações obrigatórias de posicionamento remuneratório, progressões e mudanças de nível ou escalão. E a reposição em 2018 e 2019 dos aumentos salariais decorrentes dos direitos acumulados.

Por outro lado, os trabalhadores por conta de outrem passou a ganhar, em média, 1630 euros limpos por mês. Este número representa o dobro da média nacional, que também subiu para 891 euros mensais.

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Na classe dos 600 a 900 euros, onde cai o salário médio líquido nacional e onde há mais gente, a criação de emprego foi de quase 9%. Este grupo conta agora com quase 1,3 milhões de pessoas. No fundo da tabela, o INE mostra que existem cerca de 950 mil pessoas a ganhar 600 euros líquidos ou menos por mês.

Geograficamente, o INE indica que a maior progressão salarial média acontece na região centro (mais 4,6%, para 850 euros) e no norte (mais 3,5%, para 827 euros líquidos).

Na região da Grande Lisboa, a subida do salário médio ficou ligeiramente abaixo da média nacional (mais 3,4%, até 1032 euros). No Algarve a subida foi parecida (mais 3,3%, para 837 euros). O terceiro pior registo na atualização salarial acontece na região do Alentejo, onde o salário médio avançou apenas 1,8%, até 838 euros líquidos mensais.

Nos Açores, o salário médio caiu 1,6%, para 788 euros. Na Madeira o salário médio estagnou (0%, ficou nos 796 euros).

Desemprego estabilizou

O inquérito ao emprego do terceiro trimestre mostra que o mercado de trabalho continuou a melhorar de forma genérica, embora se encontrem alguns atritos. Por exemplo, a taxa de desemprego nacional estabilizou nos 6,7% da população ativa. Interrompeu-se assim um ciclo de descidas, que durava há dois anos e meio. Este é também um dos valores mais baixos dos últimos 17 anos. «A população desempregada, estimada em 352,7 mil pessoas, manteve-se praticamente inalterada em relação ao trimestre precedente, interrompendo as diminuições trimestrais observadas desde o 2.º trimestre de 2016».

Por outro lado, «a taxa de desemprego dos jovens (15 a 24 anos) subiu para 20%».

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