SAD do Sporting confirma buscas da Polícia Judiciária

A SAD do Sporting confirmou hoje a realização de buscas da Polícia Judiciária nas suas instalações, devido a um alegado crime de branqueamento de capitais, no período de 2011 a 2014.

SAD do Sporting confirma buscas da Polícia Judiciária

SAD do Sporting confirma buscas da Polícia Judiciária

A SAD do Sporting confirmou hoje a realização de buscas da Polícia Judiciária nas suas instalações, devido a um alegado crime de branqueamento de capitais, no período de 2011 a 2014.

“A Sporting Clube de Portugal — Futebol, SAD confirma a realização de buscas por parte da Polícia Judiciária às suas instalações. Em causa um alegado crime de branqueamento de capitais referente ao período de 2011 a 2014. A Sporting Clube de Portugal — Futebol, SAD disponibiliza-se para colaborar com as autoridades para o esclarecimento de todo este processo”, lê-se num comunicado da SAD ‘leonina’.

Os ‘leões’ congratulam-se “ainda com o esforço do Ministério Público e das autoridades competentes em prol da verdade desportiva e da transparência, contribuindo para a dignificação do futebol português, neste e noutros processos”.

No período investigado pela PJ, de acordo com a SAD do Sporting, o clube foi liderado por Godinho Lopes (até 2013) e por Bruno de Carvalho.

Benfica e Santa Clara também tinham confirmado terem sido alvo de buscas, no âmbito de uma investigação relacionada com negócios no futebol, já detalhada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Durante a manhã de hoje, a PGR confirmou a realização de 29 buscas: “oito domiciliárias; uma, a uma fundação; seis, a instalações de três sociedades desportivas; nove, a outros tipos de sociedade; três, a dois clubes desportivos; e duas, a dois escritórios de advogados”.

As buscas, de acordo com o mesmo documento, “decorrem em vários locais do país e contam com a participação de magistrados do Ministério Público e dos tribunais de Instrução Criminal, inclusive, o Central e elementos da Polícia Judiciária e da Autoridade Tributária”.

“Nos inquéritos investigam-se factos suscetíveis de integrarem crimes de participação económica em negócio ou recebimento indevido de vantagem, corrupção ativa e passiva no fenómeno desportivo, fraude fiscal qualificada e branqueamento”, refere a PGR, acrescentando que “estão em causa negócios de diversa natureza, todos relacionados com o futebol profissional”.

De acordo com o mesmo comunicado, “investigam-se ainda a aquisição dos direitos desportivos e económicos dos jogadores por parte de clubes nacionais de futebol, empréstimos concedidos a um destes clubes e a uma sociedade desportiva por um cidadão de Singapura com interesses em sociedades sediadas nas Ilhas Virgens Britânicas e a utilização das contas do mesmo clube e de outro, para a circulação de dinheiro”.

Além das SAD, “as investigações incidem igualmente sobre o envolvimento de outros tipos de sociedades (algumas ligadas ao setor imobiliário)”, devido ao “pagamento em dinheiro de prémios de jogo, a satisfação de dívidas pessoais de dirigentes, a utilização por estes de valores dos clubes e a omissão declarativa de operações fiscalmente relevantes”.

A revista Sábado já tinha noticiado que duas das SAD investigadas seriam as de Benfica e Santa Clara, estando em causa dois processos, um sobre a transferência de jogadores líbios e outro relacionado com o caso Mala Ciao.

 

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