Agente de seguros diz que Rosa Grilo sabia de todos os seguros feitos pelo marido

Inicialmente, Rosa Grilo alegou ter conhecimento apenas de dois dos seis seguros que Luís Grilo fez antes de morrer.

Agente de seguros diz que Rosa Grilo sabia de todos os seguros feitos pelo marido

Agente de seguros diz que Rosa Grilo sabia de todos os seguros feitos pelo marido

Inicialmente, Rosa Grilo alegou ter conhecimento apenas de dois dos seis seguros que Luís Grilo fez antes de morrer.

Foi ouvido esta terça-feira, 15 de outubro, o agente de seguros que tratou das apólices que Luís Grilo fez antes de morrer. Seguros esses que, segundo o agente, Rosa Grilo tinha conhecimento e que «o valor da cobertura máxima, que é em caso de falecimento por assalto, pode chegar ao meio milhão de euros».

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Nas primeiras sessões, a arguida referiu que apenas conhecia dois dos seis seguros feitos pelo marido, o da casa e o de vida. A testemunha começa por referir que entrou em contacto com Luís Grilo através de um cliente que era amigo do triatleta. Numa das reuniões, em que apenas estava presente o triatleta, o agente deu-lhe a conhecer quatro propostas de seguros (dois de acidentes pessoais e dois de vida) que cobriam monetariamente várias situações como morte em caso de assalto, invalidez, doença e de acidentes pessoais.

A testemunha conta que Luís Grilo mostrou alguma «preocupação» pelo facto de ainda não ter um seguro que o salvaguardasse a ele e à família, os herdeiros legais, em caso de acidentes decorrentes da prática desportiva. «O cliente mostrou-se satisfeito e pediu à Rosa os documentos necessários. Depois agendamos uma nova reunião.»

Apólices assinadas na presença de Rosa Grilo

O agente foi até ao escritório de Luís Grilo e na presença de Rosa Grilo foram assinadas seis apólices – quatro novos seguros, dados a conhecer nas reuniões iniciais, e dois seguros que o casal já tinha mas que pediu transferência para a companhia com quem estava a trabalhar no momento.

«O senhor explicou à Rosa não só o contrato, mas também os prémios?», perguntou a juíza à testemunha. «Sim. Foi a Rosa que também fez a primeira transferência para que os seguros fossem accionados.»

Durante o período da manhã foram ouvidas seis testemunhas: dois empregados da empresa do casal, o homem que encontrou o telemóvel da vítima, o agente de seguros, um agente da GNR e a inspetora da PJ responsável pela investigação, que continuará a depor durante a tarde.

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Texto: Jessica Santos

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