Rosa Grilo: «[O Luís] Espancou-me enquanto eu dormia. Acordei com murros»

Rosa Grilo, viúva do triatleta, enviou à SIC algumas cartas nas quais conta novas versões sobre questões relativas à morte de Luís Grilo.

Rosa Grilo: «[O Luís] Espancou-me enquanto eu dormia. Acordei com murros»

Rosa Grilo, viúva do triatleta, enviou à SIC algumas cartas nas quais conta novas versões sobre questões relativas à morte de Luís Grilo.

Rosa Grilo enviou à SIC várias cartas, datadas do final de fevereiro, nas quais conta novas versões sobre alguns pontos relativos à morte de Luís Grilo. A poucos dias de sair a acusação pelo homicídio do triatleta, a viúva divulga informações inéditas, contradizendo algumas dadas anteriormente.

Os ataques de fúria e as agressões

Encarcerada preventivamente há seis meses no Estabelecimento Prisional de Tires, a viúva alega a poucos dias da acusação ser conhecida que Luís Grilo lhe batia. «O Luís está longe de ser um santo!», diz Rosa. «Agrediu-me várias vezes ao longo dos anos. Espancou-me enquanto eu dormia. Acordei com murros. O filho da Júlia [irmã de Luís Grilo] passou a dormir com um bastão ao lado da cama, não se desse o caso do tio voltar a fazer algo do género.»

Rosa diz ter-se deslocado ao hospital para receber tratamento devido a uma lesão no ombro provocada pela agressão. «Por que é que voltei e fiquei? Com muitos pedidos de desculpa e a promessa de que não ia voltar a acontecer já que, supostamente, nos amávamos…»

Rosa diz ainda que o falecido marido era violento com o filho, Renato. «Batia no menino por coisas sem sentido. Há cerca de 1 ano agrediu-me à frente dele [do filho] e o Renato perguntou-me por que é que eu deixava que o pai fizesse uma coisa assim.»

«Comecei a trabalhar com 19 anos»

Numa das cartas enviadas à estação de Paço de Arcos, a detida defende-se dizendo que não iria cometer qualquer crime por causa de dinheiro uma vez que sempre trabalhou e que nunca dependeu de ninguém. «Comecei a trabalhar com 19 anos e a estudar a noite na universidade», disse.«Eu não dependia financeiramente do Luís», sustentou Rosa, para justificar que não autora do homicídio do marido.

O namoro e o vício das drogas

Rosa acusa mais uma vez o marido de consumir drogas desde o início do namoro de ambos. «Começamos a namorar quando tinha 14 anos, mas os meus pais não sabiam. Por volta dos 16, os meus pais souberam por alguém. Foi quando iniciámos o namoro que o Luís começou a consumir heroína». «Teve toda a vida problemas com droga», salienta Rosa, referindo que o marido fez várias interrupções, voltando a consumir quando o filho era pequeno. «Voltou a consumir quando o Renato tinha 3 ou 4 anos, foi nessa altura que resolveu mudar de vida e começar a treinar». Nas cartas, mostra-se arrependida de também ter recorrido a estupefacientes. «Quando consumia droga, os meus pais deram-me imenso dinheiro. Olhando para trás, pergunto-me como deixei acontecer determinadas situações.»

Relações extraconjugais e o negócio com diamantes

A suspeita da morte do marido, diz agora que Luís tinha negócios com diamantes para ganhar algum dinheiro.«Foi em meados de 2014 que o Luís começou a receber diamantes e a enviar para receber algum dinheiro que nos conseguisse ajudar a continuar a nossa vida. O Luís confidenciou a mais do que uma pessoa a questão dos diamantes», alega a viúva.

Rosa acusa ainda o marido de manter relações fora do casamento. «Existiram várias mulheres com quem o Luís teve relacionamentos amorosos. A última foi uma colega das corridas! Amigos do Luís sabiam e também eles têm relacionamentos fora do casamento.»

Sobre a relação com António Joaquim, Rosa garante que nunca pensou separar-se de Luís e lamenta ser condenada pela relação. «Lamento que a minha condenação em praça pública seja por adultério e não procurar os indícios do que aconteceu ao Luís.»

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