Lésbicas casadas foram raptadas, violadas e queimadas até à morte

Lésbicas casadas foram raptadas, violadas e queimadas até à morte. Homofobia terá estado na origem do crime macabro que chocou a África do Sul.

Duas namoradas foram raptadas, violadas e queimadas até a morte na África do Sul. Homofobia terá estado na origem do crime macabro que chocou o país sul-africano onde a comunidade portuguesa é enorme. Joey e Anisha van Niekerk, casadas e a viverem em Pretoria, na África do Sul, foram brutalmente assassinadas. Os familiares deram o alerta do desaparecimento, após terem marcado presença num funeral.

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Seis dias depois da denúncia, a Polícia encontrou o carro do casal, parcialmente queimado. Contudo, as mulheres continuavam em parte incerta. Apenas dois meses depois de se ter localizado o veículo, os corpos foram encontrados. As ossadas de Joey e Anisha foram encontradas numa estrada em Mooinooi. As autópsias revelaram uma verdade violenta e cruel. As jovens, com apenas três anos de casamento, foram raptadas, roubadas, violadas e queimadas por oito homens. O casal terá sofrido violações de todos os membros do grupo.

Depois de raptadas, as lésbicas foram violadas por homens com idades entre os 18 e os 53 anos

Os suspeitos, com idades compreendidas entre os 18 e os 53 anos, foram todos detidos e estão em prisão preventiva. «Isto é um pesadelo que não tem qualificação possível. Como podem seres humanos serem tão cruéis?» A questão é lançada pelo irmão de Anisha. Cindy Maotoana, presidente de um grupo LGBT em Limpopo, cidade próxima de Pretoria, diz acreditar que toda a comunidade gay está «em perigo».

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«Temos registado um número alarmante de violações corretivas. Algo tem de ser feito e rapidamente, pois os crimes não param de aumentar», sublinhou. A mesma responsável relembrou um caso de abril de 2017, altura na qual a lésbica Nonkie Smous foi violada e queimada viva num crime homofóbico.

«Temos registado um número alarmante de violações corretivas», assinala presidente de grupo LGBT

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