Quase meio milhão de civis já abandonou as suas casas em Mossul

Cerca de 500 mil pessoas deixaram as suas casas em Mossul desde o início da ofensiva contra o grupo extremista Estado Islâmico no norte desta cidade, há seis meses, revelou hoje a ONU.

Quase meio milhão de civis já abandonou as suas casas em Mossul

Quase meio milhão de civis já abandonou as suas casas em Mossul

Cerca de 500 mil pessoas deixaram as suas casas em Mossul desde o início da ofensiva contra o grupo extremista Estado Islâmico no norte desta cidade, há seis meses, revelou hoje a ONU.

Cerca de 500 mil pessoas deixaram as suas casas em Mossul desde o início da ofensiva contra o grupo extremista Estado Islâmico no norte desta cidade, há seis meses, revelou hoje a ONU.

“O volume de civis em fuga de Mossul é impressionante”, afirmou em comunicado Lise Grande, coordenadora humanitária da ONU no Iraque.

A ofensiva das forças governamentais iraquianas contra o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico na cidade de Mossul começou em 17 de outubro do ano passado e as tropas do Governo conseguiram expulsar o grupo extremista da parte oriental da cidade. Desde fevereiro o foco do combate é na margem oeste do rio Tigre, a parte ocidental da cidade, que é densamente povoada.

“Quando a luta começou, o nosso cenário de pesadelo foi a possibilidade de um milhão de civis fugirem de Mossul. Mais de 493 mil pessoas já o fizeram, deixando quase tudo para trás”, disse Grande.

A ONU estima que ainda vivam em Mossul cerca de 500 mil civis nas áreas controladas pelo Estado Islâmico. Esta batalha “pressionou os nossos limites operacionais”, referiu ainda a coordenadora humanitária da ONU no Iraque. Apoiadas por uma coligação internacional, em dois meses as forças iraquianas já fizeram progressos significativos na parte ocidental de Mossul, mas o progresso na cidade velha, um labirinto de ruas estreitas onde ainda residem centenas de milhares de civis, revela-se difícil e lento.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, tinha pedido no final de março, durante uma visita a um campo de deslocados perto de Mossul, mais solidariedade da comunidade internacional, lamentando a falta de recursos disponíveis. Hosam al-Abar, membro do Conselho de Nínive, disse é Efe que a crise dos civis e dos deslocados se complica “dia após dia”, acusando as tropas iraquianas de “fracassarem pela segunda semana consecutiva” no seu objetivo de abrir corredores seguros para a fuga de civis e de disparar “excessivamente” contra a cidade velha de Mossul.

 

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