PSP nega versão de homem que acusou agentes de Tavira de agressões

PSP nega versão de homem que acusou agentes de Tavira de agressões

O Comando Distrital de Faro da PSP negou hoje a versão do homem que acusou agentes da esquadra de Tavira de o terem agredido e ao filho, em 14 de setembro, depois de um pedido de socorro ao 112.

A PSP refutou a versão de que os agentes agrediram sem motivo Rui Vidal, cuja queixa foi apresentada em 18 de dezembro no Ministério Público de Tavira contra um agente da esquadra da cidade, os colegas da Investigação Criminal de serviço nesse dia e o comando local da força de segurança, assim como contra o comando dos bombeiros municipais de Tavira por, alegadamente, ter ficado no chão sem sentidos ou assistência.

O Comando de Faro garantiu que os agentes apenas responderam a “comportamentos agressivos”, com “ameaças de morte” e de “agressão”, e tiveram que utilizar gás pimenta para debelar a resistência e conseguir que os suspeitos “fossem algemados e seguidamente transportados, em segurança, para o departamento policial”.

Rui Vidal e o filho queixaram-se de terem sido agredidos por agentes da PSP de Tavira, após um pedido de socorro ao 112 para lhe ser prestada assistência num episódio de indisposição e desmaio, ocorrido — por razões alheias ao excesso de álcool – depois de ter bebido cinco cervejas num café com amigos.

Já em casa, e perante o “alternar de períodos de consciência com desmaios”, a mulher chamou o 112, mas, quando recuperou os sentidos, Rui Vidal notou que “estavam quatro polícias à porta com dois bombeiros atrás”, disse que “não precisava da polícia, precisava era dos bombeiros”, e disse aos agentes para se “porem dali para fora”, relatou.

Rui Vidal contou à Lusa que, a partir daí, os agentes o agrediram sem razão e o seu filho apenas tentou parar a violência contra o pai, sendo também agredido e atingido com um gás.

Mas o Comando Distrital da PSP de Faro – a quem a Lusa pediu um contraditório a este caso, na sexta-feira passada, sem obter resposta – divulgou hoje um comunicado para “esclarecer cabalmente” a notícia e contou que uma patrulha foi “chamada a dar apoio a bombeiros da corporação da cidade, que guarneciam a tripulação da ambulância do INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica]”.

A pessoa que estava a ser tratada “por ter um hematoma nos pés e fortes dores nas costas” tinha “comportamentos agressivos” e os agentes depararam-se com “um cidadão a coxear, visivelmente embriagado, gritando e proferindo injúrias e ameaças de morte para os presentes, enquanto exigia que se ausentassem da entrada de sua casa”, contrapôs a PSP.

“Enquanto lhe era explicada a necessidade de receber tratamento pré-hospitalar, o mesmo tentou inclusivamente agredir um dos elementos policiais. Nesse momento surge um outro cidadão, seu filho, que de imediato tentou também a agressão à patrulha policial”, argumentou o Comando de Faro da PSP, acrescentando que um deles ainda partiu um vidro do prédio a soco.

A PSP garantiu que, “face à violência com que resistiam à atuação policial, foi necessário utilizar gás pimenta” para os suspeitos “serem algemados e seguidamente transportados, em segurança, para o departamento policial”, neste caso a esquadra de Tavira, onde uma ambulância dos bombeiros municipais de Tavira” voltou a assisti-los, frisou.

A força de segurança criticou ainda pai e filho porque “não compareceram, à data, em tribunal, apesar de devidamente notificados”, e revelou que ambos foram alvo, em dezembro, de “mandados de detenção” para serem “presentes a tribunal”.

“Na sequência dessa detenção terão, supostamente, decidido apresentar queixa contra os presentes na ocorrência do mês de setembro e respetivas hierarquias”, considerou ainda o Comando de Faro da PSP.

MHC // MCL

By Impala News / Lusa

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