PSP com esquadras fechadas devido à greve dos motoristas

O Presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia exige que o Governo encontre «uma solução».

PSP com esquadras fechadas devido à greve dos motoristas

PSP com esquadras fechadas devido à greve dos motoristas

O Presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia exige que o Governo encontre «uma solução».

Pelo menos duas esquadras da PSP estão fechadas e há agentes «a trabalhar 24 horas» devido à «falta de efetivos», que se agravou com a greve dos motoristas, denunciou esta quinta-feira, 15 de agosto a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia.

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Presidente da ASPP exige «uma solução» da parte do Governo

«Há esquadras encerradas. Já houve antes da greve, devido a outras iniciativas, e agora continua, pelo menos em Ermesinde, no Porto, e em Alhandra. A continuarmos [com a greve dos motoristas] vai haver mais, porque o efetivo não estica. Há uma sobrecarga preocupante. Consegue-se ir aguentando, mas não dá para aguentar sempre. O ritmo imposto [devido à paralisação dos motoristas e aos serviços exigidos à PSP] não dá para muitos dias», explicou à Lusa Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP).

O responsável pediu ao Governo para «encontrar uma solução» para o problema, que vai piorar com o prolongamento da greve que está hoje no quarto dia, devido à «falta de efetivos» na PSP e à necessidade de «retirar elementos de outros locais e serviços» para acorrer a serviços relacionados com a paralisação.

Greve dura há quatro dias

Os motoristas de transportes de matérias perigosas e de mercadorias cumprem hoje o quarto dia de uma greve por tempo indeterminado, que levou o Governo a decretar uma requisição civil na segunda-feira, 12 de agosto, à tarde, alegando incumprimento dos serviços mínimos. A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), com o objetivo de reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial. A Antram assinou na quarta-feira à noite um acordo relativo ao contrato coletivo de trabalho com a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), afeta à CGTP e que não participa na greve de motoristas.

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