Professora desloca-se de canoa para ensinar crianças sem internet

Pelo menos uma vez por semana, Graciela Bouche pega uma canoa e dirige-se até Ella Puru, uma pequena aldeia indígena peruana, para ajudar várias crianças. Tudo porque as crianças locais não têm eletricidade e muito menos tecnologia que lhes permita assistir às aulas online.

Professora desloca-se de canoa para ensinar crianças sem internet

Pelo menos uma vez por semana, Graciela Bouche pega uma canoa e dirige-se até Ella Puru, uma pequena aldeia indígena peruana, para ajudar várias crianças. Tudo porque as crianças locais não têm eletricidade e muito menos tecnologia que lhes permita assistir às aulas online.

Pelo menos uma vez por semana, Graciela Bouche pega uma canoa e dirige-se até Ella Puru, uma pequena aldeia indígena peruana, para ajudar várias crianças. Tudo porque as crianças locais não têm eletricidade e muito menos tecnologia que lhes permita assistir às aulas online.

A viagem, que tem a duração de aproximadamente 15 minutos, é feita com a ajuda de Madelaine, indígena de 25 anos que rema para levar a professora até à aldeia em questão.

Graciela leva consigo um computador portátil, um quadro, marcadores e outros itens essenciais à vida de um professor. Além disso, transporta também comida para partilhar com os jovens.

A comunidade, que depende quase inteiramente do turismo, passa por sérias dificuldades fruto da atual pandemia. Antes, as crianças desta e de comunidades próximas eram levadas de barco até à vila mais próxima e posteriormente apanhavam um autocarro para chegarem à escola, numa viagem de 40 minutos.

«Viagem é longa e periogosa», revela moradora

Com o encerramento da escola – como aconteceu um pouco por todo o mundo – as aulas passaram a ser online. Assim, e sem eletricidade e internet, as crianças de Ella Puru começaram a ficar para trás.

“A decisão de vir para esta comunidade deve-se à deficiente ligação de internet que eles têm. Não estavam a receber o mesmo conteúdo académico que os outros alunos”, explica a docente. “Isso motivou-me a vir e dar-lhes aulas que são semi-presenciais“, disse ainda.

Evelyn Cabrera, moradora da comunidade e com um filho no primeiro ano escolar, agradece a Graciela a sua bondade. “A viagem é longa e perigosa, mas ela faz pelo amor às crianças e nós estamos muito gratas por isso”.

Nas aulas, as crianças são divididas em grupos de acordo com a idade. Cada grupo recebe uma tarefa para fazer enquanto a professora fala individualmente com cada um dos alunos.

Além disso, é recorrente a docente ligar para professor amigo para dar uma aula de matemática à distância para um dos grupos. Nas aulas as crianças falam espanhol, mas entre si usam a língua Embera.

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