Professora que matou o marido com 79 facadas condenada a 19 anos de prisão

O Tribunal de Santarém condenou hoje a 19 anos de prisão uma professora acusada de ter matado o marido, também professor, no verão de 2018, em Abrantes.

Professora que matou o marido com 79 facadas condenada a 19 anos de prisão

Professora que matou o marido com 79 facadas condenada a 19 anos de prisão

O Tribunal de Santarém condenou hoje a 19 anos de prisão uma professora acusada de ter matado o marido, também professor, no verão de 2018, em Abrantes.

O Tribunal de Santarém condenou esta sexta-feira, 16 de agosto, a 19 anos de prisão uma professora acusada de ter matado o marido, também professor, no verão de 2018, em Abrantes. Na leitura do acórdão, que decorreu hoje de manhã, o coletivo de juízes deu como provado o crime de homicídio qualificado, mas não conseguiu apurar o motivo do crime.

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Segundo a acusação do Ministério Público (MP), a mulher, de 43 anos, agrediu o marido na noite de 16 de agosto de 2018, em casa, primeiro com um martelo e depois com uma faca, desferindo pelo menos sete pancadas e 79 golpes, que lhe provocaram múltiplas lesões e levaram à sua morte.

Professora diz que era vítima de violência doméstica

A mulher diz que não premeditou o homicídio e que agiu num quadro de medo, uma vez que o marido a violava e maltratava física e psicologicamente. A mulher, que nunca apresentou queixa do marido, diz que não o fez por medo e que nunca contou a ninguém por ser uma pessoa reservada.

Segundo a arguida, no momento do crime o marido ter-lhe-à dado uma joelhada, empurrando-a para cima de um sofá no alpendre da vivenda onde residiam, em Chainça, Abrantes. Margarida diz que perto do sofá estava um martelo e que o usou para se defender. Também em cima da mesa estava uma faca que o marido terá agarrado, mas ela conseguiu tirar-lha.

Inicialmente, e para encobrir o crime que acabara de cometer, a professora inventou uma história de assalto levada a cabo por dois encapuçados. Margarida diz que não tinha intenção de matar o marido, José Duarte, e em tribunal, confrontada pelo juiz António Gaspar, não soube explicar por que tirou a roupa ensanguentada e a lavou. Segundo o MP, para cometer o crime, a mulher drogou a vítima com calmantes.  Margarida e José estiveram casados 14 anos. Os filhos, de 11 e 14 anos, continuam a viver na mesma casa e estão ao cuidado dos avós.

 

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