Professor de Direito recusa exame a aluna por estar «demasiado exposta»

Paulo Pulido Adragão, professor da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (FDUP) recusou-se a entregar o enunciado do exame de recurso da cadeira de “História do Direito” a uma aluna por esta estar “muito destapada”.

Professor de Direito recusa exame a aluna por estar «demasiado exposta»

Professor de Direito recusa exame a aluna por estar «demasiado exposta»

Paulo Pulido Adragão, professor da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (FDUP) recusou-se a entregar o enunciado do exame de recurso da cadeira de “História do Direito” a uma aluna por esta estar “muito destapada”.

Paulo Pulido Adragão, professor da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (FDUP) recusou-se a entregar o enunciado do exame de recurso da cadeira de “História do Direito” – de primeiro ano – a uma aluna por esta estar “muito destapada”. De acordo com o Porto Canal, o episódio aconteceu na passada sexta-feira, tendo o professor pedido à aluna que vestisse um casaco para poder receber o exame.

“Uma estudante viu ser-lhe negada a realização de um exame em virtude da forma como estava vestida, uma vez que o docente da Unidade Curricular considerou que a colega estava ‘muito destapada’. Mesmo após a estudante ceder à pressão misógina e de abuso de autoridade, o professor apenas lhe concedeu um enunciado quando um colega o alertou nesse sentido”, pode ler-se na página de Facebook do núcleo HeforShe da instituição de Ensino Superior.

“É efetivamente deplorável a forma como, em 2021, quem quer que seja ainda considerar que pode determinar como pode ou não uma mulher vestir-se”, pode ainda ler-se. O núcleo condena ainda a “forma passiva e de inação total” da Faculdade perante a reincidência de casos semelhantes.

A estudante de Direito preferiu não ser identificada. Paulo Pulido Adragão é doutor em Direito Público do Estado e especialista nas questões relativas às relações Igreja-Estado. De acordo com o Porto Canal, a Faculdade de Direito ordenou a abertura de um inquérito disciplinar. Em resposta à agência Lusa, a Universidade do Porto revela que o processo de averiguações foi “oficialmente instaurado” pela direção da faculdade e que o mesmo tem de seguir agora “todos os tramites legais”, nomeadamente a audição de envolvidos e de testemunhas.

Imagem: Reprodução YouTube

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