Profanadas cerca de 80 sepulturas de um cemitério judeu em França

Cerca de 80 túmulos do cemitério judeu de Quatzenheim, na Alsácia, leste da França, foram hoje profanados, anunciou a prefeitura do departamento, Baixo-Reno, condenando “com a maior firmeza” um “ato antissemita odioso”.

Profanadas cerca de 80 sepulturas de um cemitério judeu em França

Profanadas cerca de 80 sepulturas de um cemitério judeu em França

Cerca de 80 túmulos do cemitério judeu de Quatzenheim, na Alsácia, leste da França, foram hoje profanados, anunciou a prefeitura do departamento, Baixo-Reno, condenando “com a maior firmeza” um “ato antissemita odioso”.

Em comunicado, a prefeitura explicou que “cerca de 80 sepulturas do cemitério judeu de Quatzenheim foram descobertas profanadas”, no mesmo dia em que estão agendados protestos no país contra o antissemitismo.

Segundo a agência de notícias France-Presse (AFP), o Ministério Público de Estrasburgo indicou que vai abrir uma investigação, confiada às autoridades locais.

Em declarações à rádio RTL, o ministro do Interior, Christophe Castaner, adiantou que o Presidente francês, Emmanuel Macron, visitará ainda hoje o cemitério.

Esta deslocação do chefe de Estado ocorre antes da sua visita ao Memorial de Shoah, museu do Holocausto, em Paris, que precederá protestos contra a ascensão de atos antissemitas na França.

Um fotografo da AFP relatou que as sepulturas foram marcadas com suásticas azuis e amarelas acrescentando que uma sepultura continha a inscrição “Elsassisches Schwarzen Wolfe” (“Os lobos negros da Alsácia”), uma possível referência a um grupo autonomista da Alsácia ativo na década de 1970.

Citado no comunicado da prefeitura, Jean-Luc Marx, prefeito de Baixo-Reno, condenou “com a maior firmeza” o “odioso ato antissemita” e expressou o seu “total apoio à comunidade judaica, que foi novamente alvo” de uma manifestação de ódio.

“O antissemitismo prejudica os valores da República compartilhados por todos os franceses. Nenhuma violência, nenhuma manifestação de ódio ou intolerância deve comprometer a convivência”, acrescentou.

Uma marcha contra o antissemitismo, hoje à tarde em Paris, deverá contar com a presença do primeiro-ministro, de vários membros do Governo e do ex-Presidente François Hollande.

A organização desta iniciativa ganhou novo fôlego após as agressões verbais sofridas no fim de semana pelo escritor e filósofo Alain Finkielkraut durante uma manifestação dos “coletes amarelos”. Ao sair de um táxi e deparar-se com vários manifestantes, o filósofo foi insultado de “porco sionista” e “a França é para nós”, tendo sido toda a agressão registada num vídeo que está a chocar a opinião pública francesa.

O aumento dos crimes contra a comunidade judaica já tinha levado o Presidente Emmanuel Macron a pronunciar-se.

“O antissemitismo é a negação da República, tal como atacar eleitos ou instituições é também é negá-la. Nós seremos implacáveis contra quem cometer este tipo de crimes”, disse o Presidente francês, Emmanuel Macron, no início do último conselho de ministros.

 

 

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