Primeiro coração artificial certificado pela União Europeia comercializado já em 2021

A Carmat, empresa de fabrico de corações artificiais, anunciou que obteve autorização da Comissão Europeia para iniciar a comercialização de corações artificiais já em 2021.

Primeiro coração artificial certificado pela União Europeia comercializado já em 2021

Primeiro coração artificial certificado pela União Europeia comercializado já em 2021

A Carmat, empresa de fabrico de corações artificiais, anunciou que obteve autorização da Comissão Europeia para iniciar a comercialização de corações artificiais já em 2021.

A Carmat, empresa de fabrico de corações artificiais, anunciou que obteve autorização da Comissão Europeia para iniciar a comercialização dos mesmos já a partir do segundo trimestre de 2021.

A construção do dispositivo teve como objetivo dar suporte a pacientes que sofram de insuficiência cardíaca irreversível, em fase terminal. Foi desenhado e projetado para pacientes que deveriam receber um transplante de coração no período máximo de 180 dias.

Tal como explica o CEO da empresa, Stephane Piat, a certificação chega após 10 anos de intenso desenvolvimento do dispositivo cardíaco. “É uma excelente notícia para os pacientes e um grande marco para nós”, disse.

Importa salientar que problemas relacionados com insuficiência cardíaca afetam pelo menos 26 milhões de pessoas em todo o mundo. Destes, 5% debatem-se com a doença já em estado terminal, dificultando assim a resposta aos tratamentos convencionais. Outro dado alarmante aponta para um taxa inferior a 50% de sobrevivência num período de tempo superior a cinco anos, após serem diagnosticados com a patologia em fase terminal.

Como funciona este salva-vidas?

A tecnologia utilizada no dispositivo resulta da experiência do cirurgião cardíaco Alain Carpentier – pioneiro no reparo da válvula mitral – e as capacidades tecnológicas da empresa aeroespacial Matra Défense.

O sistema eletro-hidráulico implementado pela Carmat simula a atuação de um coração humano e restaura a circulação sanguínea por todo o corpo. O dispositivo inclui um componente implantável em forma de coração humano e ainda quatro válvulas biológicas que irrigam o sangue.

Adicionalmente, existem duas cavidades ventriculares separadas por uma membrana, uma unidade irrigadora e um conjunto de componentes e sensores eletrónicos que respondem às necessidades fisiológicas do paciente, tal como explica o portal BioWorld.

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