PR de Moçambique alerta para aliciamento de jovens por grupos armados

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, alertou hoje os jovens para não serem aliciados com promessas de trabalho por grupos armados, avisando que “muitas pessoas enganadas pelos terroristas estão desaparecidas”.

PR de Moçambique alerta para aliciamento de jovens por grupos armados

PR de Moçambique alerta para aliciamento de jovens por grupos armados

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, alertou hoje os jovens para não serem aliciados com promessas de trabalho por grupos armados, avisando que “muitas pessoas enganadas pelos terroristas estão desaparecidas”.

“Que não vos enganem, porque aqueles que foram enganados estão desaparecidos e não sabemos onde estão”, enfatizou Nyusi.

O chefe de Estado moçambicano falava num encontro com a população, após inaugurar o edifício do Tribunal Judicial do Distrito de Vandúzi, na província de Manica, centro de Moçambique.

Os jovens, prosseguiu, devem aproveitar as oportunidades de emprego que estão a ser criadas em vários setores da economia, nomeadamente agricultura e nas unidades industriais.

“Há trabalho nas ´machambas` [campos agrícolas e nas pequenas fábricas]” que estão a entrar em funcionamento, destacou.

Filipe Nyusi apelou às populações para se manterem “vigilantes” às tentativas de aliciamento por parte de grupos armados, elogiando a resistência das comunidades de Manica a tentativas de mobilização por insurgentes.

Na quinta-feira, o Presidente moçambicano defendeu que o país deve impedir a expansão de grupos armados para mais províncias, assinalando que o “terrorismo não tem fronteiras, não tem quartel”.

Antes, na quarta-feira, o chefe de Estado tinha afirmado que pelo menos seis pessoas já morreram desde sábado numa nova vaga de ataques armados no norte de Moçambique e há combates em curso.

“Seis cidadãos foram decapitados, três sequestrados e dezenas de casas foram incendiadas”, referiu na cidade de Xai-Xai, durante o discurso alusivo ao Dia da Vitória.

Alguns pontos do extremo norte da província de Nampula, juntamente com Cabo Delgado, são palco da instabilidade causada pela presença de grupos armados.

A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas aterrorizada desde 2017 por violência armada, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

A insurgência levou a uma resposta militar desde há um ano por forças do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), libertando distritos junto aos projetos de gás, mas levando a uma nova onda de ataques noutras áreas, mais perto de Pemba, capital provincial.

Há cerca de 800 mil deslocados internos devido ao conflito, de acordo com a Organização Internacional das Migrações (OIM), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED.

PMA (LFO) // VM

By Impala News / Lusa

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