Todos os dias morrem 15 portugueses com pneumonia

Portugal é o país da Europa onde mais se morre com pneumonia. Todos os anos, são diagnosticados mais de 150 mil casos no país, dos quais cerca de 40 mil resultam em internamentos.

Todos os dias morrem 15 portugueses com pneumonia

Todos os dias morrem 15 portugueses com pneumonia

Portugal é o país da Europa onde mais se morre com pneumonia. Todos os anos, são diagnosticados mais de 150 mil casos no país, dos quais cerca de 40 mil resultam em internamentos.

Celebra-se esta terça-feira, 12 de novembro, o Dia Mundial da Pneumonia, a doença que mata 15 portugueses por diaum a cada 93 minutos, de acordo com a Fundação Portuguesa do Pulmão. Portugal é o país da Europa onde mais se morre com pneumonia. Todos os anos, são diagnosticados mais de 150 mil casos no país, dos quais cerca de 40 mil resultam em internamentos.

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Vacina contra a pneumonia pode ajudar a poupar 80 milhões de euros

O Movimento Doentes pela Vacinação [MOVA] considera fundamental que, à semelhança do que já acontece com a vacina da gripe, se torne também gratuita a vacina contra a pneumonia para pessoas com mais de 65 anos. Uma medida que poderá beneficiar cerca de 2 milhões de pessoas, ajudando a evitar uma média de 80 milhões de euros anuais, só em internamentos. O elevado custo da vacina – uma dose pode custar 59 euros, sendo que o Estado comparticipa com 21 euros – é um dos fatores apontados para o baixo número de portugueses com mais de 65 anos vacinados – apenas 37%.

As crianças já têm a gratuitidade da vacina antipneumocócica desde 2015. Pela eficácia comprovada em todas as faixas etárias, e enorme potencial na redução das formas mais graves da doença, o MOVA considera que as pessoas com mais de 65 anos também devem ser vacinadas sem custos. Segundo um estudo recente, a vacina contra a pneumonia na população adulta pode reduzir o risco de hospitalização em 73%.

«Ao vacinarmos pessoas com mais de 65 anos, estamos a investir na sua saúde»

«Qualquer investimento que façamos em prevenção é preferível aos custos da cura, até porque, no caso da pneumonia, corremos riscos de mortes, morbilidades e sequelas graves», explica Isabel Saraiva, fundadora do MOVA, vice-Presidente da Respira e Presidente da Fundação Europeia do Pulmão. «Ao vacinarmos pessoas com mais de 65 anos, estamos a investir na sua saúde, a prevenir eventuais internamentos e, no limite, a reduzir significativamente o número de mortes.»

DGS recomenda vacinação a todos os adultos de grupos de risco

Existe, desde junho de 2015, uma Norma da Direção Geral da Saúde (DGS), que recomenda a vacinação antipneumocócica a todos os adultos (pessoas com mais de 18 anos) pertencentes aos grupos de risco, nomeadamente idosos, diabéticos, doentes oncológicos, pessoas com asma, DPOC ou doença cardíaca crónica.

«A vacinação deve ser uma preocupação de todos, e deve estar presente em todas as fases das nossas vidas, sobretudo naquelas em que estamos mais fragilizados – casos de doença ou de envelhecimento do nosso organismo. A implementação da gratuitidade da vacina antipneumocócica conjugada a partir dos 65 anos fará toda a diferença e está associada a ganhos quantitativos e qualitativos», conclui Isabel Saraiva.

Sintomas da pneumonia

A pneumonia não apresenta sintomas específicos que permitam um diagnóstico imediato. Segundo a CUF, a forma como se manifesta é muito comum a outras doenças do aparelho respiratório e de outros sistemas: febre, muitas vezes elevada, arrepios de frio, tosse com mais ou menos expetoração de cor amarelada, esverdeada ou cor de ferrugem, dificuldade respiratória ou mesmo falta de ar, dor torácica, dor de cabeça ou musculares.

Como se trata a pneumonia?

Em mais de 80% dos casos, o tratamento faz-se em ambulatório não sendo necessário internamento. O tratamento baseia-se em antibióticos, quase sempre por via oral, e outras medidas de apoio conforme necessário (medicamentos para a febre, tosse, etc.).

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