PJ da Guarda deteve dez suspeitos de integrarem rede ibérica de tráfico de droga

O Departamento de Investigação Criminal da PJ da Guarda explica em comunicado que na sequência de uma operação iniciada na primeira semana deste ano.

PJ da Guarda deteve dez suspeitos de integrarem rede ibérica de tráfico de droga

PJ da Guarda deteve dez suspeitos de integrarem rede ibérica de tráfico de droga

O Departamento de Investigação Criminal da PJ da Guarda explica em comunicado que na sequência de uma operação iniciada na primeira semana deste ano.

A Polícia Judiciária anunciou esta segunda-feira a detenção de dez indivíduos suspeitos de integrarem o núcleo central de uma rede ibérica de tráfico de estupefacientes, que abastecia a Beira Interior e uma “significativa” parte da Beira Litoral.

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O Departamento de Investigação Criminal da PJ da Guarda explica em comunicado que na sequência de uma operação iniciada na primeira semana deste ano, que permitiu a detenção de cinco indivíduos suspeitos de integrarem uma rede internacional de tráfico de estupefacientes, identificou e deteve agora mais cinco homens igualmente suspeitos de integrarem a mesma organização criminosa.

Segundo a PJ, a organização criminosa seria responsável pelo abastecimento de produtos estupefacientes originários de Espanha “a toda a região da Beira Interior” e “a várias outras localidades dos distritos adjacentes”.

“Nesta segunda fase da respetiva operação de combate ao tráfico de estupefacientes, com várias diligências de investigação levadas a efeito nos distritos da Guarda, Castelo Branco e Aveiro, foi apreendido produto estupefaciente, do tipo canábis, suficiente para a preparação de milhares de doses individuais, dinheiro, vários equipamentos de telecomunicações, duas viaturas automóveis, três balanças de precisão e ainda vários outros objetos habitualmente relacionados com a atividade de tráfico de estupefacientes”, lê-se no comunicado da PJ.

A fonte refere ainda que, na investigação realizada ao longo de vários meses, “foi possível constatar que no desenvolvimento da sua atividade delituosa, desde a respetiva produção até à comercialização e distribuição final, a rede agora intersetada utilizava métodos particularmente sofisticados, nomeadamente ao nível da colheita, embalamento e transporte dos produtos estupefacientes traficados, ocorrendo este essencialmente por via terrestre, com muito frequentes viagens entre Espanha e Portugal”.

A PJ acredita que o grupo de dez indivíduos detidos nas duas fases da investigação “foi responsável, durante sucessivos meses, por elevada percentagem de canábis efetivamente traficada e consumida um pouco por toda a região da Beira Interior, mas também em significativa parte da Beira Litoral”.

Dos cinco indivíduos agora detidos, um de nacionalidade espanhola, com idades entre os 25 e os 31 anos, são dois agricultores, um técnico de manutenção industrial e os outros dois sem qualquer ocupação profissional conhecida.

A PJ da Guarda admite ainda que os detidos agiam “todos perfeitamente articulados entre si e também com os cinco coautores detidos durante a primeira fase da operação”.

Os detidos foram presentes às competentes autoridades judiciárias e submetidos a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva. A mesma medida de coação máxima tinha sido aplicada a três dos anteriores detidos, tendo os restantes dois sido submetidos à medida de obrigação de apresentações periódicas no órgão de policia criminal da sua área de residência, segundo a fonte.

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