Pelo menos 36 mortos em desabamento de prédio no Camboja

Pelo menos 36 pessoas morreram na sequência do desabamento, na 6.ª-feira, de prédio em construção no sudoeste do Camboja, anunciaram autoridades locais, que deram por terminadas as buscas.

Pelo menos 36 mortos em desabamento de prédio no Camboja

Pelo menos 36 mortos em desabamento de prédio no Camboja

Pelo menos 36 pessoas morreram na sequência do desabamento, na 6.ª-feira, de prédio em construção no sudoeste do Camboja, anunciaram autoridades locais, que deram por terminadas as buscas.

Pelo menos 36 pessoas morreram na sequência do desabamento, na sexta-feira, de um prédio em construção no sudoeste do Camboja, anunciaram hoje as autoridades locais, que deram por terminadas as buscas por sobreviventes.

O desabamento, que ocorreu na tarde de sexta-feira no município de Kep, a cerca de 160 quilómetros da capital, Phnom Penh, provocou ainda pelo menos 23 feridos, de acordo com a agência de notícias Xinhua, que cita autoridades municipais.

Todas as vítimas eram trabalhadores de construção civil e familiares.

As operações de resgate, ainda em curso, já mobilizaram mais de 1.000 operacionais, refere a agência chinesa.

Localizada a cerca de 160 quilómetros a sudoeste de Phnom Penh, a cidade costeira de Kep é um emergente destino turístico e as obras destinavam-se à construção de um hotel.

Em declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, referiu que se trata de “uma nova tragédia” e prometeu às famílias das vítimas uma indemnização de 50.000 dólares por cada pessoa morta e 20.000 dólares para cada ferido.

O chefe do Governo referiu ainda que o responsável da obra morreu no desabamento e que o proprietário do imóvel foi detido.

As operações de resgate duraram mais de 40 horas e mobilizaram centenas de militares e de operários.

No Camboja, o setor da construção está em grande desenvolvimento, nomeadamente de hotéis, arranha-céus e casinos, que são construídos em condições de segurança pouco rigorosas.

No setor trabalham cerca de 200.000 pessoas, a maioria não qualificadas e que não têm a proteção dos sindicatos, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Associações de defesa dos direitos dos trabalhadores referem que os padrões de segurança pouco elevados aumentam os riscos de acidentes e em muitos casos os locais de construção servem igualmente de habitação aos trabalhadores e suas famílias.

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