Pelo menos 13 palestinianos feridos em confrontos com as forças de Israel na Cisjordânia

Pelo menos 13 palestinianos ficaram feridos hoje em confrontos com as forças de segurança israelitas no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia ocupada, segundo fontes palestinianas.

Pelo menos 13 palestinianos feridos em confrontos com as forças de Israel na Cisjordânia

Pelo menos 13 palestinianos feridos em confrontos com as forças de Israel na Cisjordânia

Pelo menos 13 palestinianos ficaram feridos hoje em confrontos com as forças de segurança israelitas no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia ocupada, segundo fontes palestinianas.

O balanço anterior feito pela agência de notícias palestiniana Wafa indicava que um palestiniano havia sido ferido a tiro.

Os confrontos com os habitantes do campo de refugiados começaram quando os soldados israelitas cercaram uma casa, segundo a agência de notícias Wafa, sem precisar a quem pertencia a moradia.

A casa havia sido alvo de mísseis teleguiados, que provocaram um incêndio, de acordo com a mesma fonte.

Um espesso fumo preto subia da casa, observou um jornalista da agência de notícias France-Presse (AFP), que relatou um forte tiroteio entre soldados israelitas e palestinianos.

Dois palestinianos feridos por tiros, um no abdómen e outro no peito, foram hospitalizados na cidade de Jenin, no norte da Cisjordânia, em estado grave, segundo o Ministério da Saúde palestiniano.

Onze outras pessoas feridas foram hospitalizadas, de acordo com o Ministério palestiniano. Um outro palestiniano também foi detido pelas forças israelitas no campo de refugiados, segundo a agência de notícias Wafa.

Na quarta-feira, Shireen Abu Akleh — jornalista de 51 anos, com dupla nacionalidade — palestiniana e norte-americana -, da estação televisiva Al-Jazeera foi morta com um tiro na cabeça em Jenin, enquanto fazia a cobertura de uma operação militar israelita na Cisjordânia ocupada, envergando um colete à prova de bala e um capacete identificados com a palavra “Press”, em letras grandes.

A direção da Al-Jazeera e dois repórteres que estavam com a jornalista culparam as forças israelitas.

As autoridades israelitas sugeriram inicialmente que Shireen Abu Akleh poderia ter sido morta por fogo palestiniano, mas recuaram horas depois, afirmando que não havia “conclusões definitivas”.

A notícia da morte da jornalista foi recebida com uma onda de pesar em toda a Cisjordânia, e na quinta-feira vários milhares de palestinianos lhe prestaram homenagem.

Representantes palestinianos, diplomatas estrangeiros e uma multidão de cidadãos palestinianos participaram na cerimónia oficial em Ramallah, na sede da Autoridade Palestiniana na Cisjordânia, para onde o seu corpo foi transportado, numa urna coberta com a bandeira palestiniana, antes de seguir para Jerusalém, onde ela cresceu, para ser sepultado hoje.

A sua morte desencadeou reações em todo o mundo. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse estar “horrorizado com o assassínio” da jornalista e pediu uma investigação “independente e transparente” ao incidente na Cisjordânia ocupada.

Shireen Abu Akleh era uma figura familiar e respeitada no Médio Oriente, conhecida pela sua cobertura para a Al-Jazeera árabe das duras realidades da ocupação militar sem fim à vista de Israel na Palestina, agora no seu 55.º ano.

A sua morte ocorreu no contexto de uma onda de violência israelo-palestiniana atiçada por tensões num importante lugar sagrado de Jerusalém.

Pelo menos 18 israelitas morreram em ataques palestinianos nas últimas semanas, enquanto mais de 30 palestinianos, a maioria dos quais envolvidos em ataques ou confrontos com forças israelitas, foram também mortos. Outros estavam desarmados e iam apenas a passar no lugar errado à hora errada, o que desencadeou críticas a Israel de que utilizou força excessiva na sua repressão dos ativistas palestinianos.

CSR (ANC) // JH

By Impala News / Lusa

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