Papa Francisco encoraja diálogo do Quarteto da Normandia para pacificar Ucrânia

O Papa encorajou o impulsionar do diálogo político do Quarteto da Normandia para resolver “doloroso conflito” na Ucrânia, um dia antes de reunião daquele grupo de países.

Papa Francisco encoraja diálogo do Quarteto da Normandia para pacificar Ucrânia

Papa Francisco encoraja diálogo do Quarteto da Normandia para pacificar Ucrânia

O Papa encorajou o impulsionar do diálogo político do Quarteto da Normandia para resolver “doloroso conflito” na Ucrânia, um dia antes de reunião daquele grupo de países.

Cidade do Vaticano, 08 dez 2019 (Lusa) – O Papa Francisco encorajou hoje o impulsionar do diálogo político do Quarteto da Normandia para resolver o “doloroso conflito” no leste da Ucrânia, um dia antes dos líderes desse país e da Alemanha, França e Rússia voltarem a reunir-se.

“Acompanho esse encontro com uma oração intensa, pois ali há necessidade de paz, e convido-vos a fazer o mesmo para que essa iniciativa de diálogo político contribua para dar frutos de paz nesse território e ao seu povo”, disse o líder da Igreja Católica, após a oração do Ângelus aos fiéis que assistiram ao momento religioso na praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano.

O Papa referia-se à reunião do chamado Quarteto da Normandia, que vai realizar-se na segunda-feira, em Paris, com a presença do Presidente ucraniano Volodímir Zelenski, o russo Vladimir Putin, o francês Emmanuel Macron e a chanceler alemã Angela Merkel.

Esta vai ser a primeira reunião desse nível desde 2016, da qual se espera um novo impulso para uma solução de diálogo para o conflito no leste da Ucrânia, que eclodiu em 2014 entre separatistas pró-russos e tropas de Kiev.

Na reunião de segunda-feira do Quarteto da Normandia, em Paris, os líderes de França e Alemanha vão procurar recuperar um acordo de 2014 para sanar o conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

O foco da reunião será o conteúdo do acordo de Minsk – que propôs um cessar-fogo imediato, a retirada de armas pesadas, a restauração do controlo territorial na fronteira com a Rússia por parte de Kiev e maior autonomia para a zona sob controlo separatista — que, apesar de assinado em setembro de 2014, nunca chegou a entrar em vigor.

O porta-voz do Governo de Moscovo, Dmitri Peskov, fala mesmo da possibilidade de um novo documento, “não vinculativo”, que pode vir a ser adotado no final da cimeira de Paris e que retome algumas das ideias do protocolo de Minsk.

Contudo, o antecessor de Zelenskiy no cargo, Petro Poroshenko, deixou-lhe um conselho, na véspera da cimeira de Paris: “Nunca confie em Putin”.

Do Palácio do Eliseu, um comunicado anunciou a cimeira de Paris como acontecendo após “um progresso significativo, desde as negociações do verão passado para uma solução no conflito no leste da Ucrânia, progresso esse que já permitiu a retirada de tropas em diversas áreas de fronteira”.

Ucrânia e Rússia têm trocado prisioneiros e retiraram soldados de várias regiões de conflito num sinal de boa vontade mútua, reconhecida pelos negociadores de paz.

Na sexta-feira, o presidente ucraniano visitou as suas tropas na frente de combate contra os rebeldes pró-russos, junto à fronteira com a Rússia, para lhes dizer que, apesar de todas as dúvidas, “é mais fácil ir para a mesa das negociações” sabendo do seu apoio no campo de batalha.

O conflito entre a Ucrânia e os separatistas pró-russos já provocou mais de 13 mil mortos e a anexação da Crimeia por parte de Moscovo, em 2014, deixou feridas que ainda estão por sarar e que ficaram ainda mais expostas com sucessivos ataques russos, por mar e terra, contra as Forças Armadas ucranianas.

A União Europeia e os Estados Unidos acusam Moscovo de financiar e armar os rebeldes pró-russos, o que Vladimir Putin tem negado, devolvendo as críticas a Kiev, a quem imputa responsabilidade pelo impasse nas negociações.

O Quarteto da Normandia tem procurado várias soluções diplomáticas, sobretudo através de conversas telefónicas entre os líderes e, em vários momentos, juntando o apoio de países como a Bielorrússia, Itália e Reino Unido, mas sem grande sucesso.

SSM (RJP) // EA

By Impala News / Lusa

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