Papa diz ter esperança de que Igreja na China possa operar em liberdade

Pequim, 23 mai 2022 (Lusa) — O Papa Francisco falou no domingo sobre os católicos na China, afirmando ter esperança de que a Igreja opere em “liberdade” no país, mas sem mencionar o cardeal recentemente detido em Hong Kong.Dirigindo-se ao público, reunido na Praça de São Pedro para o tradicional discurso que antecede a missa […]

Papa diz ter esperança de que Igreja na China possa operar em liberdade

Papa diz ter esperança de que Igreja na China possa operar em liberdade

Pequim, 23 mai 2022 (Lusa) — O Papa Francisco falou no domingo sobre os católicos na China, afirmando ter esperança de que a Igreja opere em “liberdade” no país, mas sem mencionar o cardeal recentemente detido em Hong Kong.Dirigindo-se ao público, reunido na Praça de São Pedro para o tradicional discurso que antecede a missa […]

Pequim, 23 mai 2022 (Lusa) — O Papa Francisco falou no domingo sobre os católicos na China, afirmando ter esperança de que a Igreja opere em “liberdade” no país, mas sem mencionar o cardeal recentemente detido em Hong Kong.

Dirigindo-se ao público, reunido na Praça de São Pedro para o tradicional discurso que antecede a missa dominical, Francisco observou que a Igreja celebra, em 24 de maio, a “Santíssima Mãe Maria, Auxiliadora dos Cristãos”, lembrando que Maria é a padroeira dos católicos na China.

“Esta alegre circunstância oferece a ocasião de renovar a certeza sobre a minha proximidade espiritual”, disse Francisco. “Acompanho com atenção a vida e os assuntos dos fiéis e pastores, muitas vezes complexos, e rezo todos os dias por eles”, acrescentou.

Joseph Zen foi detido, no dia 11 de maio, acusado de um conluio com forças estrangeiras que pôs em perigo a segurança nacional da China. O cardeal de 90 anos foi libertado mais tarde.

Zen tem sido um forte crítico do regime chinês e lamentou o acordo celebrado entre o Vaticano e a China, em 2018, sobre a nomeação de bispos no país asiático. Ele caracterizou o acordo, que deve ser renovado este ano, como uma traição aos católicos no país que participam em congregações clandestinas, fora do controlo do Partido Comunista.

Francisco convidou os fiéis na praça a unirem-se em oração “para que a Igreja na China, em liberdade e tranquilidade, possa viver em comunhão efetiva com a Igreja universal e possa exercer a sua missão de anunciar o Evangelho a todos, oferecendo, assim, uma contribuição positiva para o progresso espiritual e material da sociedade”.

O acordo Vaticano-China visa reduzir as tensões sobre a insistência do Partido Comunista de influenciar a nomeação de bispos, que, segundo o Vaticano, é prerrogativa dos pontífices.

O Vaticano alegou que o acordo evita uma cisão ainda mais profunda na Igreja chinesa, depois de Pequim ter, no passado, nomeado bispos sem o consentimento do papa.

O acordo regularizou o estatuto de sete desses bispos “ilegítimos”.

A detenção de Zen faz parte de uma repressão alargada em Hong Kong sobre todas as formas de dissidência, penetrando ainda mais nas instituições económicas, religiosas e de ensino da região semiautónoma da China.

O Vaticano expressou “preocupação” com a detenção de Zen e disse estar a acompanhar a “situação com extrema atenção”.

JPI // VQ

By Impala News / Lusa

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