Papa diz aos iraquianos que os visita como peregrino da paz depois de anos de guerra

O Papa Francisco garantiu hoje numa mensagem aos iraquianos que visita o país como um “peregrino da paz, depois de anos de guerra e terrorismo”.

Papa diz aos iraquianos que os visita como peregrino da paz depois de anos de guerra

Papa diz aos iraquianos que os visita como peregrino da paz depois de anos de guerra

O Papa Francisco garantiu hoje numa mensagem aos iraquianos que visita o país como um “peregrino da paz, depois de anos de guerra e terrorismo”.

“Venho como peregrino (…) para implorar ao Senhor perdão e reconciliação depois de anos de guerra e terrorismo (…) e eu venho entre vós como peregrino de paz”, declarou o Papa numa mensagem de vídeo publicado na véspera da sua partida.

“Em breve estarei finalmente convosco. Desejo tanto encontrar-vos, ver os vossos rostos, visitar a vossa terra, antigo e extraordinário berço da cultura”, continuou o Papa.

O Papa Francisco sublinhou ainda o seu “desejo de orar com irmãos e irmãs de outras tradições religiosas”, considerando o povo iraquiano como “uma única família de muçulmanos, judeus e cristãos”.

“Vocês ainda têm nos vossos olhos as imagens de casas destruídas e igrejas profanadas, e no coração as feridas causadas por laços quebrados e casas abandonadas”, disse numa parte da sua mensagem dirigida mais especificamente aos cristãos.

Francisco visita o Iraque entre sexta e segunda-feira, sendo esta a primeira de um Papa a um país muçulmano de maioria xiita.

A agenda papal inclui encontros com a comunidade católica, que tem 590 mil pessoas, cerca de 1,5% da população iraquiana, além de cristãos de outras Igrejas e confissões religiosas, líderes políticos e o grande aiatola Ali Sistani, a maior autoridade xiita do país.

O Papa vai passar por Bagdade, Najaf, Ur, a terra natal do patriarca Abraão, figura de referência para judeus, cristãos e muçulmanos, em Erbil, capital do Curdistão iraquiano, em Mossul e em Qaraqosh.

Segundo a agência ecclesia, em 2003 havia cerca de 1,4 milhões de cristãos no Iraque, mas estima-se que hoje sejam cerca de 250 mil, uma diminuição de mais de 80% em menos de duas décadas.

Antes do exílio, a maioria dos cristãos estava na província de Nínive, cuja capital é Mossul.

GC // SB

By Impala News / Lusa

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