Padrões de consumo de canábis dos jovens portugueses entre os mais problemáticos da Europa

Portugal é um dos países da Europa onde jovens até aos 16 anos que consomem canábis o fazem de forma mais problemática – “European School Survey Project on Alcohol and other Drugs”.

Padrões de consumo de canábis dos jovens portugueses entre os mais problemáticos da Europa

Padrões de consumo de canábis dos jovens portugueses entre os mais problemáticos da Europa

Portugal é um dos países da Europa onde jovens até aos 16 anos que consomem canábis o fazem de forma mais problemática – “European School Survey Project on Alcohol and other Drugs”.

Portugal é um dos países da Europa onde os jovens com idades até aos 16 anos que consomem canábis o fazem de forma mais problemática, segundo o “European School Survey Project on Alcohol and other Drugs (ESPAD)”.

Segundo o estudo hoje divulgado, em Portugal, apesar de o consumo de canábis, que continua a ser a principal substância ilícita em todos os países, estar abaixo da média europeia (a percentagem de consumidores é 13% e 16% respetivamente), os jovens que o fazem apresentam padrões de consumo problemáticos.

Em comparação com os restantes 35 países que participaram no inquérito em 2019, Portugal regista a quinta maior percentagem de consumidores recentes com padrões de consumo de alto risco (24%), ao lado da Macedónia e atrás de França, Chipre, Kosovo e Montenegro.

Ainda assim, o relatório regista como positivo o ligeiro decréscimo de dois pontos percentuais entre 2015 e 2019, em comparação com a tendência de estabilização na média europeia.

Em relação a outras drogas ilícitas, também aqui Portugal se posiciona ligeiramente abaixo da média europeia no que respeita à experimentação de LSD e GHB (gama-hidroxibutirato), enquanto a experimentação de NSP (novas substâncias psicoativas) é a mais baixa entre todos os países.

Quanto à experimentação de anfetaminas e metanfetaminas, a situação nacional está em linha com a média europeia, mas em relação ao ecstasy o país regista a sétima prevalência de consumo mais elevada (3%) e está ligeiramente acima na experimentação de heroína e cocaína.

O relatório, que apresenta as grandes tendências de consumo de álcool e drogas por alunos com idades até aos 16 anos, aponta ainda que a perceção de facilidade de aquisição de canábis, ecstasy ou cocaína dos jovens portugueses está entre as mais baixas, ligeiramente abaixo da média europeia em relação à cocaína.

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