Alerta! Ozono pode estar a aquecer a Terra mais do que as pessoas acreditam

Um novo estudo vem dar a conhecer uma realidade assustadora. Ozono pode estar a aquecer a Terra muito mais do que aquilo que se acreditava.

Alerta! Ozono pode estar a aquecer a Terra mais do que as pessoas acreditam

Alerta! Ozono pode estar a aquecer a Terra mais do que as pessoas acreditam

Um novo estudo vem dar a conhecer uma realidade assustadora. Ozono pode estar a aquecer a Terra muito mais do que aquilo que se acreditava.

Portugal lida por estes dias com uma onda de calor que tem levado as temperaturas a ultrapassar os 40 graus. Agora, um novo estudo, vem revelar uma realidade que deve deixar todos em estado de alerta. Isto porque uma equipa de investigadores defende que o ozono pode estar a aquecer a Terra muito mais do que as pessoas julgam. Referem que os níveis de ozono da atmosfera superior e inferior foram responsáveis por quase um terço do aquecimento observado nas águas oceânicas que fazem fronteira com a Antárctica na segunda metade do século XX.

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É salientado que o aquecimento foi provocado pelo aumento do ozono na baixa atmosfera. Sendo que o ozono é um poluente bastante perigoso, existindo estudos que revelam que pode ter um papel fundamental nas alterações climáticas ao longo dos próximos anos. “O ozono próximo à superfície da Terra é prejudicial às pessoas e ao meio ambiente, mas este estudo revela que também tem um grande impacto na capacidade do oceano de absorver o excesso de calor da atmosfera. Estas descobertas abrem os olhos e salientam a importância de regular a poluição do ar para evitar o aumento dos níveis de ozono e uma maior subida das temperaturas globais”, explicam os investigadores através de comunicado.

“O ozono próximo à superfície da Terra é prejudicial às pessoas e ao meio ambiente”

Para chegar a esta conclusão os investigadores analisaram modelos para simular mudanças nos níveis de ozono na atmosfera inferior e superior entre 1955 e 2000. Foram posteriormente isolados de outras influências, o que aumentou a compreensão atual do seu impacto na absorção de calor do Oceano Antártico. A equipa concluiu que os dois quilómetros superiores da água do oceano aquecem nas altas latitudes devido à diminuição do ozono na atmosfera superior e ao aumento na atmosfera inferior. O aumento do ozono na baixa atmosfera foi responsável por 60% do aquecimento geral induzido pelo ozono observado no Oceano Antártico durante o período estudo. O que corresponde a muito mais do que se acreditava.

“Sabemos há algum tempo que a destruição do ozono na alta atmosfera afetou o clima da superfície no Hemisfério Sul”

Os investigadores ficaram surpreendidos “porque o aumento do ozono troposférico é pensado principalmente como uma força climática no hemisfério norte, já que é onde ocorre a principal poluição”, dizem. “Sabemos há algum tempo que a destruição do ozono na alta atmosfera afetou o clima da superfície no Hemisfério Sul. A nossa pesquisa mostrou que o aumento do ozono na baixa atmosfera devido à poluição do ar, que ocorre principalmente no Hemisfério Norte e ‘vaza’ no Hemisfério Sul, também é um problema sério”, acrescentam.

O ozono começou a ser debatido pela primeira vez na década de 1980. Altura em que foi descoberto um buraco na camada de ozono na atmosfera sobre o Pólo Sul. O dano foi provocado por clorofluorcarbonos, um gás usado na indústria e produtos de consumo. A camada do ozono filtra a radiação ultravioleta perigosa que pode atingir a superfície da Terra. Este estudo foi publicado na revista Nature Climate Change.

Texto: Bruno Seruca; Fotos: Shutterstock

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