ONU precisa de 184 milhões de euros para proteger refugiados de África

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) anunciou hoje que precisa de 210 milhões de dólares para ajudar e proteger milhares de refugiados que todos os anos viajam pelas regiões do norte de África Subsaariana.

ONU precisa de 184 milhões de euros para proteger refugiados de África

ONU precisa de 184 milhões de euros para proteger refugiados de África

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) anunciou hoje que precisa de 210 milhões de dólares para ajudar e proteger milhares de refugiados que todos os anos viajam pelas regiões do norte de África Subsaariana.

De acordo com a agência da Organização das Nações Unidas (ONU), o valor disponibilizado – cerca de 184,5 milhões de euros -, pode também ajudar outras pessoas que fazem o mesmo percurso.

Segundo o ACNUR, muitos refugiados sofrem “nas mãos de traficantes ou contrabandistas e acabam sujeitos a terríveis abusos de direitos humanos”, lê-se num comunicado divulgado hoje.

A agência da ONU estima que pelo menos 507 pessoas morreram ou desapareceram no mar Mediterrâneo Central e Ocidental este ano, mas salienta que não é conhecido o número total de pessoas que perderam a vida em rotas de contrabando e de tráfico de seres humanos antes de chegarem ao mar.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados apela ainda aos Estados para que resolvam o que consideram ser uma “lacuna perigosa na capacidade de resgate marítimo no Mediterrâneo” e que façam mais para desmantelar as redes de tráfico de seres humanos.

De acordo com o mesmo documento, a ONU refere que “os sobreviventes enfrentam abusos de direitos humanos na sua jornada desde a África Subsaariana até ao norte da África, incluindo tortura, espancamentos, extorsão e escravidão forçada”.

O comunicado aponta também que as mulheres e as meninas enfrentam o risco de sofrer violação e agressão sexual durante as viagens.

O ACNUR pretende desenvolver um programa abrangente para evitar que os refugiados sejam apanhados por redes de tráfico humano.

Com esse projeto, o ACNUR quer fornecer alternativas para viagens perigosas nos primeiros países de asilo e oferecer ajuda humanitária aos sobreviventes de violações de direitos humanos.

Para os refugiados, a agência da ONU sugere que haja mais esforços para desenvolver vias complementares para que estes encontrem soluções “através de um acesso mais eficaz aos procedimentos de reagrupamento familiar”.

O enviado especial do ACNUR para o Mediterrâneo Central, Vincent Cochetel, disse que perante um cenário com mais de 15 conflitos no continente africano, milhares de pessoas continuam a movimentar-se com expectativas muitas vezes irrealistas e mal informadas.

“As pessoas enfrentam um grave perigo e até a morte nas mãos de contrabandistas e traficantes”. Por isso, é preciso fazer mais para evitar que um maior número de pessoas caia nas mãos daqueles que buscam lucrar com a vulnerabilidade e o desespero”, reforçou.

FZDB/JH // JH

By Impala News / Lusa

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