ONU denuncia agressões sexuais durante confrontos no Sudão

As Nações Unidas (ONU) denunciaram hoje suspeitas de violência sexual, incluindo violações, durante a repressão que as Forças Armadas do Sudão fizeram contra os manifestantes que exigiram a transição para um Governo civil.

ONU denuncia agressões sexuais durante confrontos no Sudão

ONU denuncia agressões sexuais durante confrontos no Sudão

As Nações Unidas (ONU) denunciaram hoje suspeitas de violência sexual, incluindo violações, durante a repressão que as Forças Armadas do Sudão fizeram contra os manifestantes que exigiram a transição para um Governo civil.

A ONU divulgou informações que apontavam para “sérios abusos do Exército e milícias que incluiriam violações individuais e coletivas de manifestantes, ativistas de direitos humanos e funcionários de hospitais em Cartum, onde os feridos foram tratados.

“Exijo a cessação imediata e completa de toda a violência contra civis, incluindo a violência sexual”, afirmou, em comunicado, o enviado especial da ONU para Violência Sexual em Conflitos, Pramila Patten.

O diplomata lembrou que as Forças de Suporte Rápidas do Sudão já foram apontadas pela ONU no passado em casos de violência sexual e insistiu que aquele órgão deve tomar medidas efetivas para prevenir e punir esse tipo de comportamento.

O secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, também pediu uma “investigação rápida de todas as alegações de violência sexual” e destacou que os responsáveis devem ser responsabilizados.

Para isso, encarregou uma equipa para investigar os casos relatados e apelou ao Presidente do país para deixar entrar a ONU.

As Nações Unidas condenaram a repressão violenta realizada este mês pelo Exército sudanês, que começou com o reprimir uma grande manifestação, em Cartum, para apelar a uma transição para um Governo civil.

O país africano iniciou uma transição em abril, com o derrube do comando do Exército controlado pelo Presidente Omar al Bashir, após meses de protestos de rua devido à situação económica precária, à inflação e à escassez de mercadorias.

Até a eclosão da violência, as negociações entre o Conselho Militar de Transição e a coligação de oposição para estabelecer um Governo de transição progrediram muito lentamente e foram paralisadas pelos recentes acontecimentos.

ARA // VAM

By Impala News / Lusa

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