ONG registou este ano 58 chacinas no Rio de Janeiro

A organização não-governamental (ONG) Instituto Fogo Cruzado contabilizou durante este ano 58 chacinas na região metropolitana da cidade brasileira do Rio de Janeiro, que resultaram num total de 242 mortos.

ONG registou este ano 58 chacinas no Rio de Janeiro

ONG registou este ano 58 chacinas no Rio de Janeiro

A organização não-governamental (ONG) Instituto Fogo Cruzado contabilizou durante este ano 58 chacinas na região metropolitana da cidade brasileira do Rio de Janeiro, que resultaram num total de 242 mortos.

A ONG considera chacina eventos onde há três ou mais mortos civis numa mesma situação.

A Fogo Cruzado, que desenvolveu uma plataforma para contabilizar índices de violência no Rio de Janeiro, também apontou que três em cada quatro chacinas (43 ao todo) ocorreram em ações e operações policiais, que resultaram em 184 mortos.

Moradores do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, cidade localizada na região metropolitana do Rio de Janeiro, recuperaram hoje pelo menos oito corpos após uma operação da polícia.

O fim de semana foi marcado por tiroteios entre a Polícia Militar e suspeitos de tráfico naquela região empobrecida do Rio de Janeiro, onde existem vários manguezais (conhecidos como mangues, no Brasil). Um agente da polícia também morreu.

No domingo, uma idosa ficou ferida em operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na mesma área.

Segundo a Fogo Cruzado, somente em São Gonçalo, desde julho de 2016, aconteceram 47 chacinas, com 169 mortos no total. 

Trinta e cinco chacinas ocorreram durante ações e operações da polícia, que resultaram em 121 mortos.

No Complexo do Salgueiro, houve 11 chacinas em pouco mais de cinco anos e, segundo a ONG, cinco delas ocorreram somente este ano.

“O que aconteceu nesse final de semana no Complexo do Salgueiro é uma tragédia, mas não uma exceção”, afirmou Maria Isabel Couto, diretora de programas do Instituto Fogo Cruzado num comunicado.

Só este ano, o Fogo Cruzado registou cinco operações das polícias naquela região que resultaram em três ou mais mortos (22 no total).

 “Estamos falando de tragédias que se repetem a cada dois meses”, concluiu a Maria Isabel Couto.

 

CYR // LFS

By Impala News / Lusa

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