ONG pedem investigação “exaustiva” a operação policial no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, Brasil, 22 jul 2022 (Lusa) — Organizações não-governamentais (ONG) de defesa dos direitos humanos pediram uma investigação “exaustiva” à morte de 18 pessoas durante uma operação policial no Complexo do Alemão, uma favela na cidade do Rio de Janeiro, na quinta-feira.“O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério […]

ONG pedem investigação

ONG pedem investigação “exaustiva” a operação policial no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, Brasil, 22 jul 2022 (Lusa) — Organizações não-governamentais (ONG) de defesa dos direitos humanos pediram uma investigação “exaustiva” à morte de 18 pessoas durante uma operação policial no Complexo do Alemão, uma favela na cidade do Rio de Janeiro, na quinta-feira.“O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério […]

Rio de Janeiro, Brasil, 22 jul 2022 (Lusa) — Organizações não-governamentais (ONG) de defesa dos direitos humanos pediram uma investigação “exaustiva” à morte de 18 pessoas durante uma operação policial no Complexo do Alemão, uma favela na cidade do Rio de Janeiro, na quinta-feira.

“O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério Público Federal devem realizar imediatamente uma investigação completa e independente para determinar os responsáveis e as circunstâncias das mortes e ferimentos”, disse, na sexta-feira, num comunicado, Maria Laura Canineu, diretora no Brasil da Human Rights Watch.

O Instituto Igarapé, organização sem fins lucrativos que atua nas áreas de segurança pública, clima e digitalização, disse que as operações policiais em favelas não cumprem o objetivo de “desmantelar” grupos criminosos, mas geram caos e desconfiança junto da população.

“Não se trata de estar em conluio com o crime, mas o resultado que se viu até agora são pessoas mortas, feridas e em pânico, algumas delas surpreendidas durante o uso rotineiro do transporte público e dentro de suas casas”, disse Melina Risso, diretora de pesquisa do Instituto Igarapé.

Segundo as autoridades, dos 18 mortos durante a operação policial de quinta-feira, 16 eram suspeitos de pertencer a uma quadrilha dedicada ao roubo de veículos e bancos. Os outros dois eram uma mulher de 50 anos, que foi alvejada enquanto saía da área num carro, e um agente da Polícia Militar.

Foi a terceira operação policial mais mortífera nos últimos 14 meses no Rio de Janeiro, período em que mais de 70 pessoas morreram durante esse tipo de ações.

As organizações de direitos humanos têm denunciado a ocorrência de várias operações com elevado número de vítimas mortais na cidade, no último ano, acusando as forças de segurança de atuar com brutalidade.

Em maio passado, mais 20 pessoas morreram numa outra operação policial na Vila Cruzeiro e um ano antes foi registada a ação policial mais mortífera da história do Rio de Janeiro, com 28 mortes na comunidade do Jacarezinho.

Na sua transmissão nas redes sociais às quintas-feiras, o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, apenas lamentou a morte do agente da Polícia Militar e criticou o Supremo Tribunal Federal por uma decisão que restringiu as operações das polícias nas favelas do Rio de Janeiro durante a pandemia de covid-19.

Na sexta-feira, uma mulher morreu num novo confronto entre polícias e suspeitos no Complexo do Alemão.

A vítima mais recente é uma moradora do complexo de favelas localizado na zona norte da cidade, que foi ferida por um tiro durante o confronto entre agentes e supostos criminosos, ocorrido numa unidade policial, segundo a Polícia Militar.

Segundo a versão das autoridades, supostos bandidos atacaram uma esquadra sem que os agentes respondessem aos tiros.

No entanto, testemunhas disseram à imprensa local que a vítima foi fatalmente ferida por tiros disparados pela polícia.

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By Impala News / Lusa

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