Noiva do jornalista assassinado no consulado da Arábia Saudita nega perdão aos assassinos

A noiva de Jamal Khashoggi, jornalista saudita assassinado em 2018 no consulado da Arábia Saudita em Istambul, disse hoje que “ninguém tem o direito de perdoar os assassinos”, após o gesto de clemência anunciado pelos filhos.

Noiva do jornalista assassinado no consulado da Arábia Saudita nega perdão aos assassinos

Noiva do jornalista assassinado no consulado da Arábia Saudita nega perdão aos assassinos

A noiva de Jamal Khashoggi, jornalista saudita assassinado em 2018 no consulado da Arábia Saudita em Istambul, disse hoje que “ninguém tem o direito de perdoar os assassinos”, após o gesto de clemência anunciado pelos filhos.

A noiva de Jamal Khashoggi, jornalista saudita assassinado em 2018 no consulado da Arábia Saudita em Istambul, disse hoje que “ninguém tem o direito de perdoar os assassinos”, após o gesto de clemência anunciado pelos filhos.

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«Ninguém tem o direito de perdoar aos assassinos»

“A armadilha que lhe armaram e a forma hedionda como o assassinaram não têm prazo de prescrição e ninguém tem o direito de perdoar aos assassinos. Não vamos parar até que seja feita justiça a Jamal”, escreveu a noiva, a turca Hatice Cengiz, numa mensagem publicada na rede social Twitter.

Jamal Khashoggi, um crítico do regime saudita, foi assassinado e o seu corpo foi cortado em pedaços em 02 de outubro de 2018 no consulado da Arábia Saudita em Istambul, onde foi buscar um documento precisamente para se casar.

Os seus filhos disseram esta madrugada que perdoavam os assassinos do seu pai, uma mensagem que pode permitir que os acusados não sejam condenados a pena de morte, disseram analistas.

“Nós, os filhos do mártir Jamal Khashoggi, anunciamos que perdoamos aqueles que mataram o nosso pai”, escreveu na rede social Twitter Salah Khashoggi, filho do antigo jornalista do Washington Post, citado pela agência de notícias AFP. As autoridades sauditas não responderam publicamente à mensagem.

Restos mortais de Khashoggi não foram encontrados até ao momento

Após um julgamento pouco transparente na Arábia Saudita, cinco sauditas foram condenados à morte e três foram condenados a prisão pelo assassinato de Jamal Khashoggi. Um total de 11 pessoas foram indiciadas. A sentença, anunciada em dezembro, foi considerada uma “farsa da justiça” pelas organizações internacionais de direitos humanos.

Depois de negarem o assassínio, as autoridades de Riad admitiram que o crime foi cometido por agentes sauditas que agiram sozinhos e sem ordens de altos funcionários.

Mas as autoridades turcas e norte-americanas apontaram o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, apelidado de MBS, como o mandatário do assassinato.

De acordo com as autoridades judiciais da Turquia, o jornalista de 59 anos foi estrangulado, tendo os assassinos esquartejado o cadáver. Os restos mortais de Khashoggi não foram encontrados até ao momento.

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