Mulher esquizofrénica agredida diariamente durante 17 anos

Considerada pelo Ministério Público uma pessoa “especialmente indefesa” e vulnerável, a mulher foi entretanto acolhida numa casa abrigo.

Mulher esquizofrénica agredida diariamente durante 17 anos

Mulher esquizofrénica agredida diariamente durante 17 anos

Considerada pelo Ministério Público uma pessoa “especialmente indefesa” e vulnerável, a mulher foi entretanto acolhida numa casa abrigo.

Uma mulher, residente em Coimbra, foi agredida física e psicologicamente pelo companheiro ao longo dos 17 anos de relacionamento.

Em 2019, último ano em que viveram juntos, o homem, de 54 anos, obrigou-a a entregar-lhe todo o dinheiro que recebia, gastando-o em bebidas alcoólicas.

Vai ser julgado no Tribunal de Coimbra pela prática dos crimes de violência doméstica e extorsão, na forma continuada. O despacho de acusação refere que as agressões ocorreram durante os anos em que viveram juntos. Ainda assim, a situação agravou-se quando o agressor passou a exigir a caderneta bancária à mulher, levantando todo o dinheiro.

Sempre que a vítima resistia, o suspeito “desferia-lhe pontapés e bofetadas em diversas partes do corpo, razão porque a ofendida acabava por lhe entregar sempre a caderneta”, conta o Ministério Público.

A mulher era agredida “quase diariamente“, com maior frequência no primeiro semestre de 2019, coincidindo com a altura em que o companheiro aumentou o seu consumo de bebidas alcoólicas.

Vítima chegou a ser agredida com muleta

O despacho de acusação descreve vários episódios de violência, nomeadamente agressões com uma muleta nos braços e pernas da mulher, assim como pontapés, murros e palmadas na cara.

O agressor acusava ainda a vítima de ter amantes. São referidas situações em que a companheira esteve 10 dias de baixa devido às agressões. A vítima sofre de esquizofrenia e de uma doença grave da coluna, beneficiando de uma pensão social.

Considerada pelo Ministério Público uma pessoa “especialmente indefesa” e vulnerável, a mulher foi entretanto acolhida numa casa abrigo. O julgamento do arguido já esteve marcado mas foi adiado devido às restrições provocadas pela pandemia.

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