Mulher assassinada por negar beijar traficante

Karina Bezerra foi morta por ter negado envolver-se com um traficante. Foi sequestrada mas acabou por ser salva pela Polícia Militar. No entanto, dias depois desapareceu e nunca mais foi vista.

Mulher assassinada por negar beijar traficante

Karina Bezerra foi morta por ter negado envolver-se com um traficante. Foi sequestrada mas acabou por ser salva pela Polícia Militar. No entanto, dias depois desapareceu e nunca mais foi vista.

Karina Bezerra, de 26 anos, esteve desaparecida durante três semanas antes de se confirmar que tinha sido morta por membros do PCC depois de ter sido vítima de assédio e ter negado beijar um traficante. O caso começou em dia 14 de agosto, em São Paulo, quando a jovem estava num bar, acompanhada de outras três amigas. Por volta das 23h, um rapaz identificado apenas como Xenon sentou-se à mesa com as mulheres e conversou com Karina. Disse que se tinha interessado nela e passou a tocá-la, forçando abraços e beijos. A mulher disse em relato à polícia que resistiu às investidas do homem e acabou mesmo por insultá-lo perante tal comportamento abusivo.

Os dois começaram a discutir e o homem disse que Karina ia ser mulher dele, a bem ou ar mal. Afirmou ser membro do PCC e, como tal, poderia ficar com quem quisesse. “Não é assim que se trata um irmão”, disse o traficante, durante a discussão. “A facção [PCC], que se diz contra crimes sexuais, obriga mulheres a relacionarem-se com os integrantes”, apontou em entrevista Pedro Ivo Corrêa, responsável pelo caso.

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A discussão entre Karina e o traficante acabou com este a pegar na chave do carro da jovem e levou-a embora do local, arrastada pelo braço. Depois, colocou-a dentro do veículo e disse que ia ser sequestrada, seguindo viagem com mais mais três criminosos. Estes levaram-na para um local ermo, num trajeto de cerca 15 minutos. Lá, teve braços e pernas amarrados e foi questionada pelo tribunal do crime sobre o motivo de não ter aceitado ficar com Xenon. O traficante ameaçou Karina de morte e, antes de ir embora, disse aos comparsas para que “dessem um jeito” à mulher.

Karina foi resgata, mudou de vida mas acabou assassinada dias depois

Na manhã seguinte, Karina foi levada num veículo para outro local, que ficava de frente para um barraco. Aí, os homens que estavam com ela aguardavam por Xenon, quando foram interceptados por policiais. A jovem acabou por ser resgatada. Dias depois, e após ter mudado de zona e de vida, foi assassinada numa favela. Na última vez em que foi vista, Karina saía de casa para se encontrar com um amigo. A polícia acredita que o assassinato da jovem aconteceu pouco tempo após ter saído de casa. Em áudios atribuídos aos traficantes envolvidos no crime, são dados detalhes acerca do tribunal montado pelos criminosos para a morte da mulher.

“A menina lá, certo, mano? Que estava nas mãos dos parceiros que foi em cana, está em Taboão da Serra. […] Os irmão já pulou para montar um tabuleiro (gíria para o tribunal do crime do PCC)”. Três pessoas suspeitas de envolvimento com o crime foram detidas na passada sexta-feira, 16 de setembro. Estão indiciadas por tráfico, associação para o tráfico e porte ilegal de armas. Brendon Soares, de 27 anos, está entre os detidos. Ele é suspeito de ser o responsável pelo tribunal do crime do PCC na favela. Segundo agentes, já confessou o envolvimento na morte de Karina, mas não avançou com o paradeiro do corpo.

Fotos: Reprodução Twitter @CrimesReais

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