Moçambique/Ataques: Líder da Renamo alerta para risco de grupos armados abrirem novas bases

O líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) alertou hoje o Governo para o risco de os grupos armados que atuam em Cabo Delgado abrirem novas bases, na sequência da sua expulsão das posições que ocupavam anteriormente.

Moçambique/Ataques: Líder da Renamo alerta para risco de grupos armados abrirem novas bases

Moçambique/Ataques: Líder da Renamo alerta para risco de grupos armados abrirem novas bases

O líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) alertou hoje o Governo para o risco de os grupos armados que atuam em Cabo Delgado abrirem novas bases, na sequência da sua expulsão das posições que ocupavam anteriormente.

“Eu fui guerrilheiro e sei que é preciso que o Estado moçambicano e as forças moçambicanas tenham muito cuidado [com as movimentações dos grupos armados], porque quando um guerrilheiro abandona um sítio vai instalar-se num outro lugar”, disse Ossufo Momade.

O líder da Renamo falava aos jornalistas, à margem de uma visita de trabalho ao distrito de Marínguè, província de Sofala, centro de Moçambique.

As forças governamentais, prosseguiu, devem encarar o silêncio dos grupos armados, que sofrerem desaires nas últimas semanas, com seriedade.

Ossufo Momade observou que a reconquista da vila de Mocímboa da Praia pelas forças governamentais sem muita resistência pode ser sinal de que os insurgentes retiraram-se estrategicamente e isso pode ser “perigoso”.

“Tem de haver reconhecimento da área para que se possam desalojar os rebeldes, em toda a zona norte do país”, acrescentou.

No dia 08, uma operação conjunta das forças governamentais moçambicanas e ruandesas reconquistou a estratégica vila portuária de Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.

A vila, que além do porto conta com um aeródromo, estava ocupada pelos rebeldes desde 23 de março do ano passado, numa ação depois reivindicada pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico.

Grupos armados aterrorizam a província de Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Na sequência dos ataques, há mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, segundo as autoridades moçambicanas.

JYJE // JH

By Impala News / Lusa

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