Moçambique anuncia detenção de suspeito no caso do empresário encontrado morto

As autoridades moçambicanas anunciaram a detenção de um suspeito de envolvimento no caso do empresário raptado há uma semana, encontrado morto na província de Maputo.   

Moçambique anuncia detenção de suspeito no caso do empresário encontrado morto

Moçambique anuncia detenção de suspeito no caso do empresário encontrado morto

As autoridades moçambicanas anunciaram a detenção de um suspeito de envolvimento no caso do empresário raptado há uma semana, encontrado morto na província de Maputo.   

Maputo, 28 dez 2022 (Lusa) — As autoridades de Moçambique anunciaram a detenção de um suspeito de envolvimento no caso do empresário raptado há uma semana, encontrado morto na terça-feira na província de Maputo.   

“Em conexão com o crime, nós detivemos um cidadão. O Sernic [Serviço Nacional de Investigação Criminal] lamenta o facto e tudo tem feito para resolver esta problemática dos crimes de rapto”, disse o porta-voz Leonardo Simbine, à comunicação social.

O corpo do empresário, raptado há mais de uma semana, foi encontrado em Txumene, na província de Maputo, no sul de Moçambique, com ferimentos e sinais de agressão, mas as autoridades alertaram ser prematuro avançar uma causa específica da morte.

“Neste momento, a medicina legal está a fazer o seu trabalho”, frisou Leonardo Simbine.

O homem foi raptado no dia 14 de dezembro, em frente a um dos seus estabelecimentos comerciais no município da Matola, por um grupo armado.

Um vídeo captado por câmaras de vigilância no local do crime mostra o momento exato em que o grupo, composto por quatro homens, arrastou o empresário para uma viatura, em plena luz do dia.

Maputo e outras cidades moçambicanas, principalmente as capitais provinciais, voltaram a ser palco de uma onda de raptos desde 2020, visando principalmente empresários ou seus familiares.

Moçambique registou, entre janeiro e novembro, 11 raptos e 27 detenções ligadas aos crimes, de acordo com dados avançados pelo Ministério do Interior.

Numa avaliação sobre a criminalidade, apresentada no início de junho, a procuradora-geral da República de Moçambique, Beatriz Buchili, referiu que os crimes de rapto têm vindo a aumentar e os grupos criminosos têm ramificações transfronteiriças, mantendo células em países como África do Sul.

A magistrada referiu existirem vítimas “constantemente chantageadas”, mesmo depois de libertadas, a manter o pagamento de quantias em dinheiro para garantir que não voltam a ser raptadas.

EYAC // EJ

By Impala News / Lusa

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