Ministério Público abre inquérito a Miguel Afonso por casos de assédio sexual a jogadoras

O Ministério Público abriu um inquérito ao treinador de futebol feminino Miguel Afonso, confirmou hoje à Lusa fonte da Procuradoria-Geral da República, um dia depois de ter sido suspenso por 35 meses após denúncias de assédio a jogadoras.

Ministério Público abre inquérito a Miguel Afonso por casos de assédio sexual a jogadoras

Ministério Público abre inquérito a Miguel Afonso por casos de assédio sexual a jogadoras

O Ministério Público abriu um inquérito ao treinador de futebol feminino Miguel Afonso, confirmou hoje à Lusa fonte da Procuradoria-Geral da República, um dia depois de ter sido suspenso por 35 meses após denúncias de assédio a jogadoras.

Miguel Afonso, que foi suspenso do cargo de treinador da equipa feminina do Famalicão, foi punido pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), na quinta-feira, pela “prática de cinco infrações disciplinares” muito graves, decorrentes de “comportamentos discriminatórios em função do género e/ou da orientação sexual”, com 35 meses de suspensão e 5.100 euros de multa.

Miguel Afonso, de 40 anos, foi alvo de denuncias de jogadoras do Rio Ave em 2020/21, noticiadas no jornal Público, que deram lugar a outras sobre o antigo técnico de Bonitos de Amorim (2019/20) e Ovarense (2021/22), e agora Famalicão.

Também punido pelo CD da FPF foi Samuel Costa, diretor do Famalicão para o futebol feminino, que trabalhou no Vitória de Guimarães (2020/21) e no Valadares Gaia (2021/22), com ano e meio de suspensão, por três infrações muito graves, com 3.060 euros de multa.

No relato dos fundamentos em que assenta a decisão condenatória da justiça desportiva, o CD explica que Miguel Afonso “ofendeu a dignidade das cinco ofendidas, todas com idades inferiores a 21 anos, discriminando-as por, sendo mulheres e tornando-se destinatárias das suas pretensões sexuais em função de um papel de género que lhes atribuía, não acederem aos seus avanços”, com todas elas cientes de que “não cederem às suas investidas poderia prejudicá-las também no plano da sua prática desportiva, como efetivamente sucedeu”.

Quanto a Samuel Costa, identificado como ‘team manager’, este “também exercia autoridade relativamente às jogadoras” e “adotou comportamentos ofensivos e discriminatórios em função da orientação sexual, causando-lhes por essa via prejuízos também no plano da prática desportiva”.

O caso remonta a setembro, quando futebolistas que alinharam na equipa feminina do Rio Ave em 2020/21 denunciaram ações de assédio sexual por Miguel Afonso, então treinador da equipa feminina do clube, com várias jogadoras, das vila-condenses e outros emblemas, a formalizarem queixas, juntando-se, dias mais tarde, Samuel Costa, após novas denúncias, com o CD da FPF a instaurar processos a ambos.

AJO (SIF/JP/PFO) // AJO

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS