Ministério pede esclarecimentos sobre médico obstetra de bebé sem rosto

O Ministério da Saúde vai pedir à Ordem dos Médicos esclarecimentos sobre os processos que envolvem o médico obstetra que não detetou malformações graves num bebé que nasceu este mês em Setúbal.

Ministério pede esclarecimentos sobre médico obstetra de bebé sem rosto

Ministério pede esclarecimentos sobre médico obstetra de bebé sem rosto

O Ministério da Saúde vai pedir à Ordem dos Médicos esclarecimentos sobre os processos que envolvem o médico obstetra que não detetou malformações graves num bebé que nasceu este mês em Setúbal.

O Ministério da Saúde vai pedir à Ordem dos Médicos esclarecimentos sobre os processos que envolvem o médico obstetra que não detetou malformações graves num bebé que nasceu este mês em Setúbal.

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Em resposta a questões da agência Lusa, fonte oficial do gabinete da ministra Marta Temido indicou que o Ministério «tem estado a acompanhar o caso junto do conselho de Administração do Hospital de Setúbal, aguardando resultado das diligências em curso, nomeadamente do processo de averiguações instaurado pelo hospital relativamente às circunstâncias do parto».

O Ministério adianta também que «vai ainda solicitar à Ordem dos Médicos esclarecimentos sobre os processos que envolvem este médico». O bastonário dos Médicos disse na quinta-feira que pediu esclarecimentos e uma ação rápida ao Conselho Disciplinar do Sul da Ordem sobre o clínico envolvido no caso do bebé que nasceu com malformações graves, sem nariz, olhos e sem parte do crânio.

Miguel Guimarães apela para uma «ação rápida, eficaz e justa»

Numa nota enviada à comunicação social, o bastonário Miguel Guimarães recordou que não pode interferir na atividade do Conselho Disciplinar, que tem autonomia estatutária, mas ainda assim pediu «um esclarecimento cabal» ao presidente daquele organismo «dada a gravidade dos factos relatados».

Miguel Guimarães apelou também ao Conselho Disciplinar do Sul para uma «ação rápida, eficaz e justa nos casos analisados (…) que dignifique a profissão médica e proteja os doentes». A Ordem dos Médicos tinha revelado na quinta-feira de manhã à Lusa que o obstetra envolvido neste caso tem quatro processos em instrução no Conselho Disciplinar do Sul da Ordem.

O Ministério Público abriu entretanto um inquérito ao caso do bebé que nasceu em Setúbal com malformações graves que não terão sido detetadas durante a gravidez. O caso foi noticiado na quinta-feira pelo jornal Correio da Manhã.

Bebé nasceu sem olhos, nariz e parte do crânio

O bebé em causa nasceu dia 7 de outubro no Hospital de São Bernardo sem olhos, nariz e parte do crânio, depois de a mãe ter realizado ecografias com um obstetra numa clínica privada em Setúbal com o médico Artur Carvalho.

De acordo com o Correio da Manhã, os pais do bebé fizeram três ecografias com o médico em causa, sem que lhes tivesse sido reportada qualquer malformação. Só num exame feito noutra clínica, uma ecografia 5D, os pais foram avisados para a possibilidade de haver malformações. Questionaram o médico que os seguia, que lhes garantiu que estava tudo bem, conta o jornal, citando a madrinha do bebé.

As complicações só foram detetadas depois do parto e os pais apresentaram queixa ao Ministério Publico contra o médico. Entretanto, o Correio da Manhã relata que o Hospital de São Bernardo abriu um inquérito para averiguar este caso. O mesmo médico já esteve envolvido em 2011 num processo idêntico, em que nasceu um bebé com malformações graves. Na altura, o Ministério Público decidiu investigar, mas o caso acabou arquivado.

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