Militar da GNR agride enteada menor durante 11 anos

A arguida chegou a esfregar as cuecas sujas da na cara da menina. Apesar de tudo, continua a exercer funções na GNR.

Militar da GNR agride enteada menor durante 11 anos

Militar da GNR agride enteada menor durante 11 anos

A arguida chegou a esfregar as cuecas sujas da na cara da menina. Apesar de tudo, continua a exercer funções na GNR.

A acusação do Ministério Público (MP) relata episódios de agressões, ameaças e humilhações contra uma menor, de apenas oito anos (à data), entre 2008 e 2019. A agressora é uma militar da GNR que vai ser julgada em breve por violência doméstica. A guarda, Diana P. continua ao serviço da GNR.

A militar, de 34 anos, vivia com o pai da menina em Santa Maria da Feira e, segundo a acusação do MP, “a partir do ano de 2018 passou a adotar comportamentos agressivos para com a menor ofendida, desferindo-lhe chapadas na face e nas pernas, estalos na nuca e puxões de orelhas“.

A criança foi intimidada por diversas circunstâncias sobretudo quando tinha dificuldade em fazer trabalhos da escola ou quando falava com a mãe, que vivia na Grande Lisboa. A acusação relata vários episódios de violência. “Quando a ofendida pedia ajuda nos trabalhos de casa, a arguida apelidava-a de de burra. Noutras ocasiões, quando a menina sujava as cuecas e arguida retirava-as e esfregava-as na cara da ofendida, humilhando-a”. Há relatos de agressões no corpo e na cabeça.

«Arguida agiu com o propósito de intimidar»

Em 2019, a criança saiu de casa do pai e voltou para a mãe. O procurador do MP arrasa a militar da GNR. “A arguida agiu com o propósito de intimidar, amedrontar e importunar a ofendida, a quem sabia dever uma especial obrigação de respeito, filho do seu companheiro e de quem devia cuidar. Atingiu a sua integridade física, psíquica, honra e consideração, causando-lhe sofrimento físico e psicológico, medo e inquietação, o que conseguiu”, pode ler-se no documento a que o CM teve acesso.

A acusação saiu no início do mês. A guarda está acusada de um crime de violência doméstica agravada. “Sabia que a menor era pessoa indefesa e, por isso, vulnerável“, diz o procurador.

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