Metro de Lisboa justifica rescisão do contrato com atraso das obras na estação de Arroios

O Metropolitano de Lisboa rescindiu o contrato com o empreiteiro da obra da estação de Arroios devido ao atraso dos trabalhos, anunciou hoje a empresa, indicando que será lançado novo concurso público para a escolha de outro empreiteiro.

Metro de Lisboa justifica rescisão do contrato com atraso das obras na estação de Arroios

Metro de Lisboa justifica rescisão do contrato com atraso das obras na estação de Arroios

O Metropolitano de Lisboa rescindiu o contrato com o empreiteiro da obra da estação de Arroios devido ao atraso dos trabalhos, anunciou hoje a empresa, indicando que será lançado novo concurso público para a escolha de outro empreiteiro.

Sobre o incumprimento dos prazos contratualmente estabelecidos com o empreiteiro, que pode resultar num pedido de indemnização, “está em curso um processo de identificação e a avaliação dos prejuízos”, avançou à agência Lusa fonte do Metropolitano de Lisboa, reforçando que “a resolução do contrato de empreitada se justificou pelo facto de as obras decorrerem a um ritmo inferior ao previsto”.

A empreitada de remodelação e ampliação da estação de metro de Arroios “estava planeada para terminar no primeiro semestre de 2019”, disse a empresa de transporte, assegurando que foram criadas “todas as condições para que a obra fosse executada de acordo com o seu planeamento”.

“A questão relativa aos problemas sentidos pelo empreiteiro apenas poderá ser esclarecida pelo empreiteiro”, informou o Metropolitano de Lisboa.

Na sequência da rescisão do contrato com o empreiteiro, vai ser lançado novo concurso público para a conclusão da obra da estação de Arroios, avançou a empresa de transporte público, referindo que já foram iniciados os procedimentos legais para o efeito.

“Neste momento, é prematuro o Metropolitano de Lisboa avançar com uma data concreta para a conclusão das obras. Porém, podemos afirmar que a empresa está determinada a concluir as obras o mais cedo possível”, adiantou fonte da empresa.

Em relação ao custo da empreitada, estimado em sete milhões de euros, a previsão inicial “não foi alterada”, garantiu o Metropolitano, ressalvando que “só depois da adjudicação do novo contrato será possível conhecer o valor da obra” e lembrando que “o valor de adjudicação do contrato agora resolvido é inferior à estimativa inicial”.

Desde julho de 2017 que a estação do metro de Arroios, na linha verde, se encontra encerrada, devido à empreitada de remodelação e ampliação, que visa permitir que comboios com seis carruagens possam circular nessa linha.

Na quarta-feira, o vereador da Mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa, Miguel Gaspar (PS), anunciou que o Metropolitano de Lisboa iria tomar posse administrativa da obra da estação de Arroios, após ter rescindido o contrato com o empreiteiro.

“Aquilo que se segue agora é a retomada do processo tão depressa quanto possível”, declarou o vereador da Mobilidade, defendendo ser “preciso encontrar outro empreiteiro que tome conta da obra”.

Segundo o autarca, o Metropolitano de Lisboa “vai entrar em contacto imediatamente também com os comerciantes da zona e retomar este contacto com a Junta de Freguesia” de Arroios, para que “seja minimizado o impacto que isto tem na população”.

“Tanto quanto sei, o Metro explorou todos os instrumentos que tinha de gestão daquele contrato para salvaguardar a situação no interesse da população. Chegou à situação limite e tomou esta decisão”, explicou Miguel Gaspar, no âmbito da reunião descentralizada destinada a ouvir os munícipes das freguesias lisboetas de Arroios e Avenidas Novas.

SYSM (TYS) // MLS

By Impala News / Lusa

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