Médicos já podem desligar máquinas de homem que está em estado vegetativo há 11 anos

O Supremo Tribunal francês decidiu e médicos já podem desligar as máquinas que mantinham Vincent Lambert vivo há 11 anos

Médicos já podem desligar máquinas de homem que está em estado vegetativo há 11 anos

Médicos já podem desligar máquinas de homem que está em estado vegetativo há 11 anos

O Supremo Tribunal francês decidiu e médicos já podem desligar as máquinas que mantinham Vincent Lambert vivo há 11 anos

O Supremo Tribunal francês anunciou esta sexta-feira, 28 de junho, que os médicos que acompanham Vincent Lambert, que está em estado vegetativo há 11 anos, podem desligar as máquinas que o mantêm vivo. Desta forma, o hospital de Reims, onde o homem se encontra internado, pode terminar o procedimento iniciado a 20 de maio.

Tribunal ordenou no dia 20 de maio o retomo do suporte de vida de Vincent Lambert

Estava prevista a suspensão permanente dos tratamentos para o dia 20 de maio, mas o tribunal francês ordenou que fosse retomado o suporte básico que mantém Vincent vivo, quando já lhe tinha sido retirada a alimentação e hidratação artificial. A Justiça estava a travar assim a morte de Vincent, após o Tribunal da Relação de Paris ter dado razão a um recurso urgente que foi interposto pela família do paciente de 42 anos. Os pais e a irmã, ordenaram que Vincent fosse mantido vivo até o caso ser apreciado pelo Comité dos Direitos das Pessoas Deficientes das Nações Unidas.

Supremo discorda e aprova suspensão dos tratamentos

Agora, o hospital pode escolher o momento para desligar as máquinas, depois da aprovação do Supremo. Segundo a lei francesa de 2016, os médicos vão dar a Vincent uma sedação profunda, ao mesmo tempo que interrompem a alimentação e a hidratação, provocando assim a morte do doente.

Vincent Lambert ficou tetraplégico em 2008

Vincent Lambert, enfermeiro de 42 anos, ficou tetraplégico em 2008 na sequência de um acidente rodoviário, tendo-se tornado um símbolo do debate sobre a eutanásia em França. A própria família dividiu-se: pais e uma irmã querem manter Lambert vivo artificialmente, enquanto a sua mulher, cinco irmãos e um sobrinho concordam que as máquinas devem ser desligadas.

Em 2011, os médicos que seguem o caso descartaram por completo qualquer possibilidade de melhorias no estado de Vincent Lambert e em 2014 o seu estado passou a ser classificado como vegetativo.

França não defende a eutanásia

A ausência de testamento vital, que definisse as condições em que se pretendia recorrer à morte assistida, e de um procurador de cuidados de saúde com poderes de decisão, prolongaram o processo de Vincent que ficou entregue à nomeação de um representante legal. Em 2006, a mulher, Rachel Lambert, ficou definida como a tutora legar que a par de alguns irmãos de Vincent, defendia que as máquinas fossem desligadas, contrariando a vontade dos pais e dois irmãos.

França não é a favor da eutanásia, mas defende que os cuidados médicos «não se devem prolongar com uma obstinação irrazoável» e que quando os «tratamentos parecem inúteis, desproporcionados e sem efeito, podem ser suspensos». A decisão final é sempre do médico.

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