Primeiro casal homossexual a ter um filho através da Maternidade Partilhada revela sexo do bebé

Daniela e Isabel são o primeiro casal em Portugal a ter um filho através de uma técnica de fertilização conhecida como Maternidade Partilhada. «Eu e a Isabel vamos ser ambas progenitoras por lei do ser que irá nascer»

Primeiro casal homossexual a ter um filho através da Maternidade Partilhada revela sexo do bebé

Daniela e Isabel são o primeiro casal em Portugal a ter um filho através de uma técnica de fertilização conhecida como Maternidade Partilhada. «Eu e a Isabel vamos ser ambas progenitoras por lei do ser que irá nascer»

Após várias tentativas, Daniela e Isabel conseguiram engravidar através da técnica de Fertilização Recíproca, vulgarmente conhecida como Maternidade Partilhada. Assim, o casal homossexual torna-se o primeiro em Portugal a ter um filho desta forma. Em poucas palavras, Daniela doou os óvulos e Isabel deu o útero. O bebé concebido através desta técnica é biologicamente de ambas. «Eu e a Isabel vamos ser ambas progenitoras por lei do ser que irá nascer», explicou Daniela ao Portal de Notícias, em 2018, quando o casal fez as primeiras tentativas para engravidar e contou ao nosso site como tudo começou.

Este domingo, dia 28 de abril, Daniela e Isabel partilharam que estão à espera de uma menina, através das redes sociais. «Menina a bordo», foi assim que revelaram o sexo do bebé.

Casal passou a fronteira para tentar engravidar

O sonho de ter um filho fez com que as jovens tivessem de passar a fronteira para tentar engravidar através do procedimento de inseminação artificial. No entanto, nas duas tentativas do casal em Vigo, Espanha, o resultado nunca foi positivo.

Depois de duas tentativas com resultado negativo, o casal decidiu avançar com o casamento e fazer uma pausa nos tratamentos. Nessa altura foi emitido em Portugal, em janeiro de 2017, um parecer favorável ao acesso à medicina de reprodução por casais do mesmo sexo pelo o Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida e o casal viu uma nova oportunidade para ter um filho. Isabel recorreu uma terceira vez ao tratamento de inseminação artificial. Contudo, não conseguiu engravidar.

Depois da desilusão, Daniela e Isabel não baixaram os braços e decidiram juntar dinheiro para tentar outro método que lhes conferisse mais hipóteses de serem mães. Foi numa das sessões de acompanhamento na clínica portuguesa Ferticentro – onde Daniela e Isabel tentaram engravidar pela terceira vez – que descobriram a possibilidade de serem mães através da Maternidade Partilhada. O método é legal em Portugal desde janeiro de 2018. Em Espanha e Inglaterra também já é possível optar por esta técnica e cada tratamento ronda os 5 mil euros.

A Maternidade Partilhada é um método único, pois os membros do casal têm poder legal sobre o bebé. Na gestação de substituição – mais conhecida por barrigas de aluguer – quem recebe o embrião não tem quaisquer direitos legais sobre o bebé que irá nascer.

«Eu e a Isabel vamos ser ambas progenitoras por lei do ser que irá nascer. Assinámos uma declaração de como a criança que vai nascer através desta técnica será das duas. Apesar de isso não ir acontecer, mesmo que eu e a Isabel nos separemos, o filho será sempre nosso e os embriões congelados também. Ou seja, a Isabel não os poderá utilizar os óvulos fecundados sem o meu consentimento.», contaram-nos à data da reportagem. Daniela e Isabel seguiram em frente com a sua vontade e a história do casal terá, agora, um final feliz.

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