Marcha no Porto para lembrar que “a guerra ainda não está ganha” na Ucrânia

Mais de 300 pessoas marcharam, esta tarde, pelo Passeio Alegre, no Porto, vestindo camisas brancas com bordados tradicionais ucranianos, uma “festa tradicional” da Ucrânia para “lembrar que a guerra ainda não está ganha”.

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Marcha no Porto para lembrar que “a guerra ainda não está ganha” na Ucrânia

Mais de 300 pessoas marcharam, esta tarde, pelo Passeio Alegre, no Porto, vestindo camisas brancas com bordados tradicionais ucranianos, uma “festa tradicional” da Ucrânia para “lembrar que a guerra ainda não está ganha”.

“Vychyvanka” é o nome da festa que a comunidade ucraniana no Porto quis trazer às ruas da cidade, um “momento de celebração”, como explicou à Lusa a cônsul da Ucrânia no Porto, Alina Ponomarenko, durante a marcha de cerca de três quilómetros.

Na marcha, que saiu do Castelo do Queijo, juntaram-se mais de 300 pessoas, “quase tudo ucranianos, uns a viver em Portugal há anos e outros aqui de passagem”, explicou Alina Ponomarenko.

“Muitos dos que aqui estão chegaram agora, como refugiados. Mas todos, mesmo os que já estavam em Portugal, temos um pensamento comum, poder voltar à Ucrânia””, afirmou.

De camisas brancas, com bordados tradicionais ucranianos, a maior parte dos participantes aproveitou o momento para “mostrar também a alegria e o orgulho em ser ucraniano”.

“As nossas roupas são lindíssimas, estes bordados são muito ricos”, referiu uma das participantes, Nadezcha Boyko.

A encabeçar a marcha, um grupo de cerca de 30 crianças, de várias idades, envergava panos brancos bordados: “Se isto fosse uma manifestação, seriam cartazes, aqueles panos são as nossas frases. Dizem como somos um povo de paz e com uma cultura rica”, explicou a mulher, refugiada, em Portugal desde março.

Duas das crianças, uma menina de cinco anos e um rapaz de oito, são filhos de Nadzcha e já falam algumas palavras em português.

“Estão a ter aulas com uma amiga minha que vive em Portugal há mais de 20 anos. Ainda não os consegui pôr na escola, nem sei se quero. Queremos voltar para a Ucrânia, o meu marido está lá e queremos ir para junto dele”, explicou.

A acompanhar a marcha, música. “Somos um povo alegre. Temos uma história pesada, de guerra, mas não perdemos a alegria e queremos também mostrar isso. Estamos a ouvir canções da nossa Ucrânia”, referiu Yaroslav Melnik, 75 anos, também refugiado e em Portugal desde abril.

O grupo acabou a marcha no final do Passeio Alegre, já junto à Foz do Douro, onde continuou a ouvir música, a dançar e a “lembrar a mãe Ucrânia”.

“Portugal é muito bonito e os portugueses são bons. Mas tenho saudades do chão da minha terra”, confidenciou Yaroslav.

JCR // MSP

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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