Manifestantes mantêm-se nas ruas do Irão apesar da repressão

A contestação e os protestos continuam no Irão pela sétima semana consecutiva apesar do aumento de repressão, os julgamentos e as condenações à morte, descrevem hoje organizações de defesa dos direitos humanos.

Manifestantes mantêm-se nas ruas do Irão apesar da repressão

Manifestantes mantêm-se nas ruas do Irão apesar da repressão

A contestação e os protestos continuam no Irão pela sétima semana consecutiva apesar do aumento de repressão, os julgamentos e as condenações à morte, descrevem hoje organizações de defesa dos direitos humanos.

Sem precedentes desde 2019, os protestos — que as autoridades descrevem como “tumultos” — foram desencadeados pela morte de Mahsa Amini a 16 de setembro.

Mahsa Amini, de 22 anos, morreu três dias depois de ter sido detida e violentamente agredida pela polícia de moral e costumes em Teerão, por incumprimento do rígido código de vestuário imposto às mulheres pela República Islâmica, porque era visível parte do seu cabelo, apesar de envergar o obrigatório ‘hijab’ (véu islâmico), segundo organizações não-governamentais.

Na semana passada, as autoridades alertaram os manifestantes que era hora de sair das ruas, mas os protestos continuam inabaláveis, com manifestações em áreas residenciais, universidades e nas principais avenidas.

De acordo com a organização não-governamental (ONG) Iran Human Rights, que tem sede em Oslo, 160 pessoas foram mortas nas manifestações e outras 93 em distúrbios separados em Zahedan (sudeste).

As organizações alertam ainda que as cerimónias de luto, organizadas de acordo com a tradição no 40.º dia após a morte, provavelmente se transformará numa manifestação contra o poder.

No distrito de Ekbatan, em Teerão, moradores adotaram ‘slogans’ de protesto como “Morte ao ditador” na noite de segunda-feira, diante das forças de segurança que usaram granadas de efeito moral, segundo imagens publicadas em vários órgãos de comunicação.

PFT // PJA

By Impala News / Lusa

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