Mais de 5.000 mortos no Iémen desde acordo de Estocolmo no final de 2018

Pelo menos 5.267 civis iemenitas, uma média de sete por dia, morreram devido à guerra no país desde que foi assinado o acordo de Estocolmo, em dezembro de 2018, indicou hoje o Conselho Norueguês de Refugiados.

Mais de 5.000 mortos no Iémen desde acordo de Estocolmo no final de 2018

Mais de 5.000 mortos no Iémen desde acordo de Estocolmo no final de 2018

Pelo menos 5.267 civis iemenitas, uma média de sete por dia, morreram devido à guerra no país desde que foi assinado o acordo de Estocolmo, em dezembro de 2018, indicou hoje o Conselho Norueguês de Refugiados.

Num comunicado, o NRC recorda que o acordo foi assinado entre o Governo do Iémen reconhecido internacionalmente e os rebeldes Huthis para fazer avançar o processo de paz relativo ao conflito iniciado em 2014.

O passado mês de outubro foi um dos mais violentos deste ano, adianta.

O Conselho assinala que apenas na província de Hodeida, com o principal porto do país controlado pelos rebeldes e alvo do cessar-fogo acordado em Estocolmo, o aumento da violência dos últimos dois anos matou ou feriu pelo menos 1.249 pessoas.

As vítimas em Hodeida representam a quarta parte de todas as vítimas no Iémen desde a assinatura do acordo, segundo a organização não-governamental.

O NRC nota ainda que os confrontos naquela província e arredores dificultam o acesso de ajuda humanitária e que os ataques armados afetaram 40% das instalações de saúde, principalmente em Hodeida e Taiz (oeste).

“Apesar de inicialmente ter reduzido os níveis de violência, a implementação do acordo estagnou e Hodeida voltou a ser o lugar mais perigoso do Iémen para um civil”, disse o diretor do NRC para o Iémen, Mohamed Abdi, citado no comunicado.

Assinalando que os ataques contra os civis ocorrem “no meio de uma pandemia global, quando a fome bate à porta”, Abdi apelou às partes em conflito para “conter o fogo e regressar imediatamente à mesa das negociações”.

O acordo de Estocolmo conseguiu parar o conflito às portas da cidade de Hodeida, com o principal porto do Iémen, e permitiu iniciar um processo de troca de 16.000 prisioneiros.

No entanto, este processo não avançou e as trocas entre os Huthis e a coligação militar liderada pela Arábia Saudita que intervém no Iémen em apoio às forças do Governo ficaram à margem do mecanismo criado pelo pacto de Estocolmo.

De acordo com os últimos dados da ONU, a guerra do Iémen já causou 233.000 mortos, dos quais 131.000 por causas indiretas como a falta de alimentos, serviços de saúde e infraestruturas.

 

PAL // FPA

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS