Mais de 20 mortos em vários ataques de extremistas islâmicos no norte do Togo

Mais de 20 pessoas morreram na noite de quinta-feira para hoje em ataques de fundamentalistas islâmicos contra várias localidades no norte do Togo, confirmou hoje o governo togolês.

Mais de 20 mortos em vários ataques de extremistas islâmicos no norte do Togo

Mais de 20 mortos em vários ataques de extremistas islâmicos no norte do Togo

Mais de 20 pessoas morreram na noite de quinta-feira para hoje em ataques de fundamentalistas islâmicos contra várias localidades no norte do Togo, confirmou hoje o governo togolês.

“Durante a noite de 14 para 15 de julho de 2022, uma série de ataques terroristas ocorreu nas cidades de Kpembole, Blamonga, Souguitangou e Lalabiga, nas municipalidades de Kpendjal e Kpendjal Oeste, causando mais de 20 vítimas, que foram executadas cobarde e friamente pelos atacantes”, lê-se num comunicado oficial.

“As operações de busca continuam a identificar todas as vítimas, tranquilizar a população e neutralizar esses criminosos hediondos”, acrescentou o governo.

Após o atentado, o Presidente togolês, Faure Gnassingbé, deslocou-se “imediatamente” ao local dos ataques, onde expressou as suas condolências às famílias dos mortos e restante população tendo desejou aos feridos uma rápida recuperação.

O Governo garantiu que fará “todo o possível para garantir a proteção da população e a integridade do território”.

Em meados de junho, o governo do Togo decretou o “estado de emergência de segurança” na região de Savanes (onde estão as localidades atacadas) depois de registar dois alegados ataques terroristas contra postos militares na região em novembro de 2021 e maio de 2022.

Nas primeiras horas de 10 a 11 de maio, oito soldados togoleses morreram e 13 ficaram feridos após “um violento ataque terrorista realizado por um grupo de indivíduos fortemente armados, ainda não identificados”, disseram então as autoridades togolesas.

O incidente foi o primeiro suspeito de ataque terrorista mortal do país.

Hoje, o Exército togolês reconheceu ter matado sete adolescentes na região de Savanes no fim de semana passado, depois de os confundir “com uma coluna de extremistas islâmicos em movimento”.

A região de Savanes faz fronteira com o Burkina Faso, país que sofre com frequência e desde 2015 ataques de extremistas islâmicos de movimentos ligados à Al-Qaida e ao grupo extremista Estado Islâmico.

Muitos especialistas alertaram para a possibilidade de os grupos extremistas islâmicos que operam no Sahel central (Burkina Faso, Mali e Níger) possam expandir suas operações para países costeiros da África Ocidental, como Togo ou Benim.

EL // RBF

By Impala News / Lusa

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