Mais de 100 migrantes socorridos no Mediterrâneo ao largo da Líbia

A equipa do navio humanitário “Ocean Viking” socorreu hoje 106 pessoas, a maioria das quais menores, que se encontravam numa embarcação pneumática sobrelotada ao largo da Líbia.

Mais de 100 migrantes socorridos no Mediterrâneo ao largo da Líbia

Mais de 100 migrantes socorridos no Mediterrâneo ao largo da Líbia

A equipa do navio humanitário “Ocean Viking” socorreu hoje 106 pessoas, a maioria das quais menores, que se encontravam numa embarcação pneumática sobrelotada ao largo da Líbia.

Tripoli, 20 mar 2021 (Lusa) — A equipa do navio humanitário “Ocean Viking”, da SOS Mediterrâneo, socorreu hoje 106 pessoas, a maioria das quais menores, que se encontravam numa embarcação pneumática sobrelotada ao largo da Líbia, anunciou hoje aquela organização não-governamental (ONG) francesa.

Segundo adianta a agência de notícias francesa AFP, a operação de socorro aconteceu ao final da manhã, a 34 milhas náuticas (63 quilómetros) da costa libanesa.

À AFP, a SOS Méditerranée detalhou que foram auxiliados 31 homens, oito mulheres e 67 menores, 51 dos quais viajavam sozinhos.

A associação humanitária francesa, com sede em Marselha, no sul de França, respondia a uma “embarcação pneumática sobrelotada em aflição em águas internacionais”, explicou a ONG numa publicação na rede social Twitter.

Nessa publicação, a organização adianta que uma pessoa, que perdeu a consciência, foi “evacuada para o navio e está a recuperar”, e que “vários sobreviventes estavam num estado de forte sofrimento emocional”.

Na quinta-feira, o “Ocean Viking” tinha prestado socorro a dez pessoas, das quais três crianças e um bebé apresentavam sinais claros de desidratação.

Esta é a segunda missão que o navio faz neste inverno. Na primeira, foram resgatadas cerca de 800 pessoas.

Atualmente, operam naquelas águas dois navios de socorro, explica a AFP, sendo o outro da ONG espanhola Open Arms, que disse, na quinta-feira, também no Twitter, que aquela é “a fronteira mais mortal do mundo”.

Em 2020, mais de 1.200 migrantes perderam a vida no Mediterrâneo.

Os migrantes africanos partem, essencialmente, da Tunísia e da Líbia, em busca de exílio na Europa, onde tentam entrar via Itália.

No início de março, a comissária para os Direitos Humanos do Conselho da Europa, Dunja Mijatovic, pediu aos Estados-membros da organização que garantissem “o desembarque seguro e rápido” dos refugiados e migrantes resgatados no Mediterrâneo, apelando a “uma verdadeira solidariedade europeia”.

No relatório “Um SOS pelos direitos humanos. O fosso crescente na proteção dos migrantes no Mediterrâneo”, Dunja Mijatovic apelou à garantia de socorro “adequado e eficaz” por parte dos Estados e disponibilidade das capacidades de salvamento marítimo.

Nesse sentido, a comissária exortou aos países a “darem uma resposta rápida aos pedidos de ajuda”.

Entre as recomendações de Mijatovic, destacou-se a criação de rotas seguras e legais, “a começar pelas pessoas que precisam de proteção internacional”.

Além disso, apelou ao fim das expulsões ou outros tipos de regresso de refugiados e migrantes “a áreas ou situações onde estão expostos a graves violações dos direitos humanos”.

Também recomendou “deixar de obstruir as atividades de direitos humanos das organizações da sociedade civil, se estas estiverem envolvidas em busca e salvamento ou monitorização de direitos humanos”.

Mijatovic pediu aos Estados que as “suas leis não criminalizem as buscas e resgates” organizados por essas ONG e que não sancionem a recusa dos capitães de navios em seguir instruções que poriam em risco a eficácia das operações de resgate.

ILYD (CSR)// EL

By Impala News / Lusa

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