Mais 800 guerrilheiros da Renamo serão desmobilizados no âmbito do acordo de paz em Moçambique

Mais 800 guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) na província da Zambézia vão ser desmobilizados no âmbito do acordo de paz de 2019, informou hoje fonte oficial.

Mais 800 guerrilheiros da Renamo serão desmobilizados no âmbito do acordo de paz em Moçambique

Mais 800 guerrilheiros da Renamo serão desmobilizados no âmbito do acordo de paz em Moçambique

Mais 800 guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) na província da Zambézia vão ser desmobilizados no âmbito do acordo de paz de 2019, informou hoje fonte oficial.

“Este é mais um passo determinante no nosso roteiro de paz efetiva e duradoura no país, particularmente na nossa província”, disse a secretária de Estado da província da Zambézia, Judith Mussácula, durante a cerimónia que marcou o início do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) das forças da Renamo naquela província.

Os guerrilheiros que serão abrangidos pelo DDR na Zambézia nos próximos dias são oriundos das bases da Renamo em Murotone, no distrito de Mocuba, e de Sabe, no distrito de Murrumbala, locais considerados como os principais redutos da Renamo durante a guerra civil dos 16 anos na província do centro de Moçambique.

“O Governo vai continuar empenhado junto das comissões criadas no âmbito da implementação do DDR, proporcionando condições básicas para a integração destas pessoas na sociedade”, frisou Judith Mussácula.

O representante da Renamo para assuntos militares na comissão do processo do DDR alertou para a necessidade de o Governo dinamizar o pagamento dos subsídios para os antigos guerrilheiros.

“Queremos apelar ao Governo para flexibilizar o processo de fixação de pensões e assim como de enquadramento de uma parte dos desmobilizados no âmbito do DDR na Polícia de República de Moçambique”, declarou André Magibire.

O Acordo de Paz e Reconciliação Nacional foi assinado em 06 de agosto de 2019 entre o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade.

O entendimento foi o terceiro entre o Governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e a Renamo, tendo os três sido assinados na sequência de ciclos de violência armada entre as duas partes.

Na sexta-feira, o chefe de Estado moçambicano e o presidente da Renamo reuniram-se e reafirmaram o compromisso de concluir até final do ano o desarmamento dos ex-guerrilheiros daquele que é hoje o principal partido da oposição.

No âmbito do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, do total de 5.221 elementos a abranger, mais de 4.000 já entregaram as armas, sendo que alguns foram incorporados nas Forças de Defesa e Segurança moçambicanas.

EYAC // LFS

By Impala News / Lusa

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