Macau proíbe voos da Boeing 737 MAX no território

A Autoridade de Aviação Civil de Macau anunciou hoje que irá recusar qualquer pedido de entrada no espaço aéreo de aviões Boeing 737 Max, apesar de o modelo não operar no único aeroporto do território.

Macau proíbe voos da Boeing 737 MAX no território

Macau proíbe voos da Boeing 737 MAX no território

A Autoridade de Aviação Civil de Macau anunciou hoje que irá recusar qualquer pedido de entrada no espaço aéreo de aviões Boeing 737 Max, apesar de o modelo não operar no único aeroporto do território.

Em comunicado, a AACM afirmou que a decisão foi tomada na sequência dos “dois acidentes registados com um Boeing 737 MAX” e das “precauções de segurança que têm vindo a ser tomadas gradualmente pelas autoridades aeronáuticas noutros locais”.

No entanto, a AACM esclareceu que “a suspensão não afeta as atuais operações de voo no aeroporto”, uma vez que “não existem operações de aeronaves Boeing 737 MAX por nenhuma companhia aérea no aeroporto internacional de Macau”.

O anúncio das autoridades de aviação de Macau surge poucas horas depois de o Departamento de Aviação Civil de Hong Kong, território vizinho, ter anunciado a interdição temporária do espaço aéreo aos aviões daquele modelo.

Só durante o dia de hoje, a Índia, os Emirados Árabes Unidos, a Malásia, a Nova Zelândia e as ilhas Fiji anunciaram ter fechado o espaço aéreo a aviões Boeing 737 MAX.

Em comunicado enviado à Lusa, a Agência Europeia de Segurança Aérea (EASA) sublinhou que, na sequência do acidente envolvendo o Boeing 737 MAX 8, da Ethiopian Airlines, “toma todas as medidas necessárias para assegurar a segurança dos passageiros”.

Irlanda, França, Alemanha, Reino Unido, Austrália, Omã, Singapura, China, Indonésia, Coreia do Sul e Mongólia proibiram, antes desta diretiva, voos daquele modelo da Boeing nos seus espaços aéreos.O Reino Unido foi o primeiro país europeu a suspender os voos do Boeing 737 MAX 8, seguido pela Alemanha.

O Boeing 737 Max 8 da Ethiopian Airlines despenhou-se no domingo de manhã, poucos minutos depois de ter descolado de Adis Abeba para a capital do Quénia, Nairobi. Desconhecem-se as causas do acidente, o segundo com um Boeing 737 MAX em cinco meses. Em 29 de outubro, 189 pessoas morreram na queda de um aparelho idêntico ao largo da Indonésia.

Na terça-feira, a Boeing indicou que irá atualizar o ‘software’ de controlo de voo da aeronave 737 Max para a tornar “ainda mais segura” antes de abril, data limite imposta pela Agência Federal de Aviação norte-americana.

 

 

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