Julgamento interrompido por amor

Uma membro do júri e uma das testemunhas apaixonaram-se e o tribunal de recurso considera que o romance pôs em causa o decorrer normal e justo do processo.

Julgamento interrompido por amor

Julgamento interrompido por amor

Uma membro do júri e uma das testemunhas apaixonaram-se e o tribunal de recurso considera que o romance pôs em causa o decorrer normal e justo do processo.

Tysheem McGregor foi condenado, em 2017, a 15 anos de prisão por tentativa de assassinato, assalto, posse de arma e conspiração, ao ter participado num desacato entre gangues no bairro de Harlem, em Nova Iorque. No entanto, o julgamento vai ser novamente repetido por amor. Uma membro do júri e uma das testemunhas apaixonaram-se e o tribunal de recurso considera que o romance pôs em causa o decorrer normal e justo do processo.

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Jurada apaixona-se por testemunha

Xavier Classen foi a testemunha do processo que protagonizou esta história de amor. O homem foi chamado a depor em tribunal para identificar o acusado num video de vigilância de um dos tiroteios que ocorreram no bairro. Quando se levantou para falar, a jurada número 6 sentiu-se atraída, segundo os documentos do tribunal citados pela imprensa. A mulher escreveu uma carta a Classen e trocaram números de telefone.

Trocaram mais de 50 cartas, telefonemas 4 vezes por dia e visitas na prisão

Escreveram mais de 50 cartas românticas, falavam por telefone até quatro vezes por dia e chegaram a encontrarem-se na prisão. O romance aconteceu antes da leitura da sentença. A jurada chegou a pedir à Procuradoria para que reduzisse a pena do namorado pela sua colaboração no julgamento em que McGregor era o arguido.

O juiz considerou que o romance em nada afetou a imparcialidade do processo, mas o tribunal de recurso concluiu que o caso não permitiu que o acusado tivesse um julgamento justo e por isso McGregor vai ser presente novamente a tribunal.

Texto: Jéssica dos Santos

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