Julgamento dos atentados de novembro de 2015 em Paris entra nas alegações finais

O Ministério Público francês inicia esta quarta-feira três dias de alegações finais no julgamento dos atentados de 13 de novembro de 2015, em Paris, onde Salah Abdeslam e outros 19 arguidos respondem pela morte de 130 pessoas.

Julgamento dos atentados de novembro de 2015 em Paris entra nas alegações finais

Julgamento dos atentados de novembro de 2015 em Paris entra nas alegações finais

O Ministério Público francês inicia esta quarta-feira três dias de alegações finais no julgamento dos atentados de 13 de novembro de 2015, em Paris, onde Salah Abdeslam e outros 19 arguidos respondem pela morte de 130 pessoas.

O Ministério Público francês inicia esta quarta-feira três dias de alegações finais no julgamento dos atentados de 13 de novembro de 2015, em Paris, onde Salah Abdeslam e outros 19 arguidos respondem pela morte de 130 pessoas. Os três representantes da Procuradoria Nacional de Antiterrorismo, Camille Hennetier, Nicolas Braconnay e Nicolas Le Bris, vão revezar-se para demonstrar as responsabilidades dos 14 arguidos presentes perante o tribunal parisiense e dos outros seis julgados na sua ausência (incluindo cinco quadros do Estado islâmico presumivelmente mortos).

Doze pessoas enfrentam prisão perpétua, incluindo o único membro vivo dos comandos jihadistas, Salah Abdeslam.

Na abertura do julgamento a 08 de setembro, apresentou-se como um “combatente pelo Estado islâmico”. Os ataques, disse o francês de 32 anos uma semana mais tarde, foram apenas uma resposta aos bombardeamentos franceses na Síria e no Iraque: “Nada pessoal”.  Alguns meses mais tarde, o homem que se tinha mantido em silêncio durante os cinco anos de investigação disse ter “desistido da humanidade”, para ativar o seu cinto de explosivos num bar no 18.º distrito de Paris. Em seguida, pediu desculpa às vítimas.

Contudo, a acusação, que sempre favoreceu a tese de mau funcionamento do cinto em vez da sua renúncia, mostrou-se cética em relação à sua versão, considerando o depoimento “incongruente”. Os três procuradores reconstruirão primeiro o puzzle de um arquivo monumental e solicitarão então sentenças. Segundo a AFP, não deverá haver surpresas nos argumentos finais, que deverão durar cerca de 15 horas no total, já que o caso pouco mudou nos mais de 130 dias de audições.

As alegações finais dos procuradores seguem-se a duas semanas de intervenções dos assistentes do processo, nas quais os advogados voltaram àquela noite em Paris e Saint-Denis: bombistas suicidas a explodir em frente ao Stade de France e comandos a disparar sobre os terraços de cafés e restaurantes e contra a multidão num concerto no Bataclan. Após os argumentos finais, a palavra será dada à defesa a partir de 13 de junho. O veredicto é esperado a 29 de junho.

 

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